Aprenda como fazer uma composteira doméstica com minhocas

Leia para mais detalhes, ou veja o vídeo ensinando como fazer a composteira de minhocas doméstica: Composteira doméstica

Considerando que produzimos 600 gramas de lixo orgânico por dia, é uma necessidade destinarmos de forma mais sustentável nossos resíduos para que estes não acabem parando em lixões e aterros, contaminando solos e lençóis freáticos, produzindo inclusive o gás metano. A compostagem evita esse tipo de emissão e ainda produz um recurso muito rico: o composto!

A vermicompostagem é um tipo de compostagem que faz uso de vermes, mais especificamente, as minhocas, e pode ser realizada em casas e apartamentos com uso da composteira doméstica. Com essa técnica, há a formação do vermicomposto, que é o produto obtido por meio da ação das minhocas em resíduos orgânicos. O vermicomposto é também conhecido como húmus de minhoca e é um ótimo adubo orgânico, muito rico em flora bacteriana. Basicamente, é a matéria orgânica “reciclada” – saiba mais sobre na matéria “Vermicompostagem: conheça as vantagens dessa técnica que reduz o lixo orgânico”. Aprenda como fazer compostagem com minhocas e diminua a sua quantidade de resíduos orgânicos.

A vermicompostagem, minhocário ou compostagem com minhocas pode ser feita seguindo os seguintes passos:

1.Construa o lar das minhocas;
2.Faça a cama das minhocas;
3.Adicione as minhocas;
4.Alimente seus novos bichinhos;
5.Realize a manutenção periódica;
6.Recolha e utilize o húmus

Além de ser mais estável, principalmente quanto ao pH, quanto à relação carbono/nitrogênio, e quanto às propriedades físicas, químicas e biológicas capazes de auxiliar no bom desempenho das culturas, o vermicomposto devolve à terra cinco vezes mais nitrogênio, duas vezes mais cálcio, duas vezes e meia mais magnésio, sete vezes mais fósforo e 11 vezes mais potássio. Por essas vantagens, criamos um guia com cinco passos para a criação de uma vermicomposteira caseira que você pode conferir abaixo. Para entender melhor você também pode ler a matéria “O que é compostagem? Entenda melhor os diversos benefícios”.

1. Construa o lar das minhocas

Descole um recipiente para ser o lar das minhocas. Ele servirá para deter os restos de comida, regular a umidade do sistema e bloquear a luz (que é prejudicial para as minhocas). Existem diversos modelos de recipientes que são vendidos no mercado, mas você também pode improvisar um.

O recipiente pode ser uma caixa de madeira que facilita a circulação de oxigênio e absorve a umidade. Lembre-se de utilizar madeira que não foi quimicamente tratada. Com isso seu19-04-2018 recipiente terá um maior tempo de vida, mas os químicos podem fazer mal às suas minhocas, além de infiltrar no seu composto. Se utilizar essas caixas deve haver uma forração de plástico.

As caixas de plástico empilháveis, ou baldes também podem ser usados, devendo ser opaco para bloquear a luz. É necessário que as caixas sejam perfeitamente empilháveis, encaixando facilmente umas nas outras, sendo as duas de cima as digestoras e a de baixo a coletora.

O ideal é empilhar três ou mais caixas, pois enquanto uma é alimentada com resíduos a outra vai realizando o processo de decomposição e assim alternadamente (caixas digestoras), a última será para coletar o biofertilizante (caixa coletora).

É necessário fazer de 50 a 100 furos (varia conforme tamanho da caixa) de quatro a seis milímetros de diâmetro. Utilizando uma furadeira, faça vários furos pequenos no fundo das suas caixa. E na tampa é preciso fazer uma fileira com furos de 1 milímetro (mm) a 1,5 mm, respeitando o espaço de dois centímetros (cm) entre eles (atenção para que os furos não sejam feitos sobre o encaixe da tampa!). É importante respeitar essas medidas porque são suficientemente largas para a evasão dos vapores e pequenas o bastante para que as minhocas não fujam. Assim você cria uma passagem para que as minhocas possam migrar e o líquido gerado (biofertilizante) possa ser drenado até a última caixa coletora.

Essa caixa coletora de biofertilizante pode conter uma torneira para saída do líquido ou este pode ser retirado manualmente. O biofertilizante rico em nutrientes, pode ser diluído à uma proporção de 1/5 até 1/10, e ser borrifado nas folhas de sua horta caseira ou nas plantas de sua casa.

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A caixa deve ter uma tampa (sem furos) para evitar que a luz entre e que seu composto fique ressecado. Coloque o recipiente em um local fresco e ventilado para que ele não superaqueça.

Na caixa coletora, fure a lateral a fim de instalar uma torneirinha tipo bebedouro (opcional). Também é muito útil colocar um pedaço de tijolo que sirva de escada caso as minhocas desçam até essa caixa de baixo, para que não se afoguem no chorume. É importante saber que as minhocas nunca descem de caixa, sempre sobem – se isso aconteceu é porque o ambiente de uma das caixas digestoras não está saudável, então é necessário verificar qual foi o erro.

As dimensões das caixas podem variar com o tamanho da família e do local disponível para armazenar as caixas. Para um local pequeno é mais comum que se use as de 15 litros, com dimensões de 43 cm X 35 cm X 43 cm, ideal para casas com até três pessoas, com capacidade de 0,5 litro orgânico por dia.

Para ampliação de sua capacidade, acrescente caixas extras.

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2. Faça a cama das minhocas

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Antes de inserir as minhocas em resíduos orgânicos. O vermicomposto é também conhecido como húmus de minhoca e é um ótimo adubo orgânico, muito rico em flora bacteriana. Basicamente, é a matéria orgânica “reciclada”

Adicione as minhocas e deixe descansando por aproximadamente uma ou duas semanas antes de iniciar a colocação dos restos de alimentos – isso para que as minhocas se acostumem com o meio.

3. Adicione as minhocas

Estes seres são capazes de realizar grandes tarefas nesse micro ecossistema, como a captar e trocar nitrogênio com o ar, imobilizar o fósforo, transformar substâncias complexas em simples que são liberadas ao ar, que podem ser de grande utilidade a outros seres vivos também presentes na composteira, melhorar a estrutura do solo, etc. Como a vida das minhocas é perfurar os solos para se locomover, no caminho elas vão descompactando e tornando-o mais arejado. Além disso, se alimentam de restos orgânicos e com isso, defecam o húmus, muito rico em nutrientes. Elas não gostam de sol e calor excessivos, portanto mantenha sua composteira à sombra e em local arejado.Também é importante manter a terra úmida, não encharcada.

Quanto maior for o recipiente, mais minhocas ele poderá suportar. É estimado para cada metro quadrado (m²) de área do recipiente uma quantidade de 450 gramas de minhocas ou cerca de 200 minhocas. A profundidade máxima deve ser de 60 cm, sendo que o ideal é aproximadamente 30 cm já que as minhocas preferem viver logo abaixo da superfície do solo. Para um família de duas pessoas, um recipiente com 0,35 m² e 30 cm de profundidade é o ideal.

Compre as minhocas para sua vermicomposteira. Não utilize as minhocas que você achar no seu jardim. Existem minhocas mais apropriadas para seu ecossistema que são vendidas em lojas de jardinagem, de produtos agrícolas ou na internet. A mais utilizada é a “minhoca californiana vermelha” (Eisenia hortensis), que possui cerca de dez centímetros de comprimento e corpo vermelho. Ela come mais da metade do seu peso todos os dias e se reproduz rapidamente. Por isso, 450 gramas de minhocas desse tipo é o ideal para começar.

Não se preocupe pois geralmente elas mesmas fazem o controle da população. Algumas pessoas podem ficar com nojo ou ter algum receio em ter tantas minhocas em casa, mas elas não saem das caixas, não exalam cheiro e muito menos transmitem doenças (veja mais na matéria “Entrevista: composteiras caseiras são higiênicas”).

4. Alimente seus novos bichinhos

As minhocas precisam de uma dieta rica em restos de alimentos para se manterem saudáveis e produzirem adubo. Guarde seus resíduos em um pote fechado até a hora de adicionar ao sistema de compostagem, isso evita que mosquinhas coloquem seus ovos nesses alimentos.

O tamanho ideal das partículas é de um a cinco centímetros, ou uma trituração parcial, pois as partículas muito grandes levam mais tempo para se decompor.

No início, alimente-as apenas um vez por semana com pequenas porções acumuladas em um canto. Quando elas começarem a se reproduzir, dê uma proporção de 25% de material orgânico por metro quadrado semanalmente. Sempre após acrescentar o material orgânico cubra os alimentos com serragem ou folhas secas, como dito anteriormente em uma proporção de 1:3 respectivamente.

As minhocas comem restos de vegetais e de frutas, vários tipos de grãos, folhas de chá, borra de café e cascas de ovos. Misture o material orgânico ao alimentar as minhocas, o que afastará moscas. Se puder, triture o material orgânico antes de introduzi-lo na caixa de compostagem, isso fará com que as minhocas o comam mais rápido ao digerir alimentos menores. Saiba mais informações na matéria “Alimentando as minhocas na compostagem?”.

Não alimente as minhocas com alimentos difíceis de digerir, como por exemplo:

-Alimentos cítricos (não devem compor mais que 1/5 da dieta);
-Carne;
-Gorduras ou restos de alimentos gordurosos;
-Laticínios;
-Fezes caninas ou felinas;
-Galhos, sejam eles grossos ou finos;

Não alimente demais suas minhocas. Se você der mais alimento do que elas conseguem digerir o recipiente irá começar a exalar mau cheiro devido à decomposição por meio dos micro-organismos, fazendo o sistema superaquecer, matando seus bichinhos.

5. Realize a manutenção periódica da composteira

O processo não acaba ao inserir os resíduos, sua composteira precisa de cuidados para resultar em minhocas saudáveis e um bom funcionamento do sistema. A aeração é um fator importantíssimo na vermicomposteira, deve-se mexer o material orgânico periodicamente. A primeira aeração deve ocorrer na fase termofílica, ou seja, quando o material orgânico estiver quente. Após aproximadamente 15 dias do começo da compostagem revire o material orgânico e depois repita o procedimento cerca de uma vez por semana.

Sem a presença de oxigênio há um atraso na decomposição dos resíduos e a produção de maus odores como gás sulfídrico e compostos com enxofre que atraem moscas. Caso isso ocorra revolva mais vezes a caixa com o material orgânico e pare de acrescentar resíduos até o sistema voltar ao normal.

Leva aproximadamente um mês para que a caixa superior fique cheia: quando isso acontecer, troque-a com a caixa intermediária, que deve ter tido um cuidado anterior – a colocação de dois dedos de terra misturada com serragem, fazendo a vez de cama para as minhocas.

Nessa segunda caixa, elas devem se sentir mais seguras, já que não há alterações de temperatura e nem de umidade. É um ambiente estável para a fuga das minhocas caso haja algum problema na caixa de cima. Deixe essa caixa descansando até que a caixa intermediária, que agora ocupou o lugar da superior, encha por completo, isto é, um mês para a caixa do topo encher e outro mês para a do meio ficar descansando e produzindo húmus.

A caixa coletora (próxima ao chão) deve ser esvaziada, ou ter seu líquido coletado pela torneirinha, semanalmente. Se este chorume não for drenado ocasionalmente os fluidos se acumulam, tornando o sistema anaeróbio (sem a presença de oxigênio), produzindo odores e toxinas que podem eventualmente exterminar as pobres minhocas.

A umidade também é um fator que deve ser observado constantemente, o material não pode estar nem encharcado nem seco, a umidade deve estar entra 55% e 60% e pode ser controlada com serragem. A minhocas necessitam de um ambiente de pH compreendido entre 5 e 8 – fora desse intervalo, pode haver diminuição da sua atividade. O metabolismo das minhocas fica baixo em temperaturas inferiores a 15°C; mais frio do que isso elas morrem; e em temperaturas altas, também.

A relação carbono nitrogênio deve ser equilibrada, por exemplo, estercos e restos de comida são ricos em nitrogênio e as folhas e serragens são ricas em carbono. Geralmente, ao se colocar uma quantidade de restos de alimentos, é colocada três vezes essa quantidade em serragem ou folhas secas.

Com o passar do tempo, a caixa digestora intermediária irá se encher de húmus, chegando bem próxima à caixa de cima. A partir de então, as minhocas passarão para o outro recipiente e você poderá repetir o processo, agora com a caixa superior. Quando isso ocorrer, espere o processamento completo do húmus e a migração total das minhocas para a caixa superior. Quando isso ocorrer, retire o húmus da caixa intermediária e a inverta de posição com a que estava na parte de cima. Utilize o húmus para fortificar suas plantas e repita o processo.

6. Recolha e utilize o húmus
O tempo necessário para a degradação da matéria orgânica na composteira depende de diversos fatores, que se deve ter uma atenção especial para obter os melhores resultados da compostagem. Geralmente com os fatores ótimos do meio da composteira, a compostagem acontece entre dois a três meses.

Quando pronto, o composto tem coloração escura, de cinza a preta. Teste em suas mãos a umidade deste composto, pegue uma amostra e molde-a com os dedos e esfregue-a contra palma da mão – se sua mão ficar limpa e o material se desfizer em pedaços, o composto está cru; se parte ficar na mão, deixando mancha como de café, o composto está semicurado; se sua mão ficar bem suja, o composto estará curado.

Algumas minhocas podem morrer, mas não tem problema, elas devem ter se multiplicado bastante até esse momento.

Abra a caixa na luz do dia e espere alguns minutos para que as minhocas desçam para outra caixa (elas não gostam de luminosidade). Retire o húmus superficial e espere mais alguns minutos para retirar outra camada.

Utilize esse adubo orgânico rico em nutrientes nas suas plantas ou horta caseira e veja a diferença no crescimento das plantas!

Agora é só repetir todo o processo novamente.

Fonte: Equipe eCycle

 

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Construir um sistema hidropônico

Hidroponia geralmente significa o cultivo de plantas em água sem o uso de solo. Quando este fenômeno era novidade, era um pouco mais complicado e acabava sendo “confinado” às pessoas experientes, que sabiam sobre jardinagem e tinham conhecimento técnico.

Mas agora, com o avanço no campo tecnológico o cenário mudou completamente e é possível que todos possam criar um sistema de hidroponia a partir do zero, isso também com poucas despesas. Não é necessário ser um técnico para construir este sistema. Se você for capaz de inserir um tubo em uma bomba de água e fixar em um reservatório, o sistema hidropônico poderá ser criado facilmente.

Cinco passos para construir um sistema hidropônico:

1. Arranjo

Esta é a parte essencial do procedimento e não é muito difícil ou complicado. Primeiramente é preciso decidir as espécies de plantas a serem cultivadas. O projeto será definido com base nesta escolha. O sistema deve ser executado de acordo com a exigência de cada espécie de planta.

Para as plantas que dependem de água abundante, sistemas hidropônicos de fluxo e refluxo são considerados melhores, enquanto para outros, o sofisticado sistema de gotejamento é recomendado. Uma vez decidido o que será cultivado, é recomendável que se faça uma pesquisa para verificar qual é o sistema mais adequado à sua escolha. Quando isso for resolvido, compre as plantas. Na internet podem ser encontrados alguns sites que oferecem planos de hidroponia gratuitos.

2. Elementos constitutivos

Estes podem ser encomendados online ou comprados em lojas especializadas. Eles formam uma parte importante do sistema. Diversos sites na internet oferecem listas de componentes, além de guia sobre como criar um sistema hidropônico a partir do zero.

Depois de saber quais componentes são necessários, é hora de comprá-los.  Escolha os componentes exatos que estão citados na lista. Nunca tente coisas similares. Uma simples mudança pode alterar o funcionamento do seu sistema. Lembre-se que os itens da lista são escolhidos por pessoas especializadas com base no melhor para o sistema.

3. Construção do sistema

Depois das compras, é hora de começar a construir o sistema. Tente construir um que possa durar bastante tempo.

Há certas coisas que você deve saber nesta fase. Procure pelas dimensões, equilíbrio e ângulos corretos. Comece colocando as peças maiores, como um recipiente de nutrientes em um lugar seguro, onde ele permanecerá em equilíbrio. Depois, anexe as bandejas de acordo com a exigência do seu sistema hidropônico. Certifique-se que esteja usando equipamentos de apoio, se sentir que o tabuleiro não está em equilíbrio e seguro para permanecer constante para o recipiente.

4. Não ignore os pequenos detalhes

Muitas vezes, um sistema perfeitamente hidropônico pode ser arruinado por ignorar pequenas coisas. Algumas delas podem passar despercebidas quando se está construindo um sistema. Portanto, é melhor e recomendável fazer uma verificação final e completa quando a fase de construção do seu sistema hidropônico acabar. É melhor examinar os acessórios como tubos soltos, bombas não funcionais, tubos de ar e sistema de drenagem sem limites pelo menos uma vez. No caso de suspensão do sistema que estão sendo usados??, verifique se estão bem e devidamente montados.

5. Diversos

Isto é tudo o que um sistema hidropônico pode oferecer a uma planta: oxigenação e nutrientes, mas um vegetal geralmente requer mais do que isso. É também exigida uma boa temperatura, umidade e luz solar para que a planta cresça bem.

Componentes extras, como umidificadores, luzes hidropônicas, sistemas de refrigeração e assim por diante, não são partes de um sistema hidropônico, como procedimento. A adição destes componentes ao sistema não só é muito necessária, mas benéfica também.  (Redação CicloVivo)

Reaproveitando óleo e lâmpadas

Com apenas um litro de óleo de cozinha descartado inadequadamente, pode ser contaminados milhares de litros d’água, causando um grande problema ambiental. Porém, poucos sabem o que fazer com esse material que não vai mais ser utilizado. Uma das soluções para evitar a poluição das águas é ir armazenar o óleo de cozinha usado em garrafas PET e depois entregá-la a locais especializados que vão dar as devidas destinações. Esse resíduo pode ser usado para a fabricação de biocombustível, produção de sabão ou fertilizantes, entre outras coisas.

Esse óleo de cozinha também pode ser usado como combustível para uma lamparina.

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Material

– Uma lâmpada queimada; Óleo de cozinha usado e filtrado; Sal ou areia (material granular); Uma tampinha metálica;

– Cola; Arruela; Fita crepe; Martelo; Chave de fenda; Alicate; Prego pequeno; Tesoura; Régua; Meia velha.

Método

1º passo: preparo da lâmpada. Tire o fundo de metal da lâmpada com auxílio do alicate, a seguir quebre o vidro preto, também do fundo, com a chave de fenda. É necessário ter cuidado com a força, para não quebrar a lâmpada. Observe que a lateral metálica irá permanecer intacta.  Depois de tirar ambas as partes, pegue a chave de fenda e quebre a parte que tem dentro da lâmpada. Depois de “limpa” e com um buraco no fundo do bulbo, a lâmpada está pronta para receber o sal, que deve ser usado somente em caso de escolha por uma lâmpada branca. O sal ou a areia, irá tirar a “tinta” presente na lâmpada. Para isso, coloque uma quantidade de sal grosso dentro do bulbo, tampe o fundo e agite até o vidro ficar transparente. Feito isso, o sal pode ser descartado.

2º passo: pegue uma folha de jornal, coloque sobre a mesa para não sujá-la com cola. Coloque em cima do jornal um pedaço de fita crepe que seja capaz de segurar a arruela e as laterais da lâmpada. Em seguida, posicione a arruela no centro desta tira de fita crepe e passe uma fina camada de cola no círculo interno da arruela. Cole a lâmpada na arruela e envolva-a com as abas da fita que sobraram para fixar. Espere secar por uma hora para que fique seguramente fixado e retire a fita. Este será o suporte da lamparina.

3º passo: pegue a tampinha e com a ajuda do martelo e do prego, faça um furo no meio da tampa. Corte uma tira da meia velha, com aproximadamente 1,5 cm de largura por 15 cm de comprimento.

4º passo: observe que a tampa não se encaixa perfeitamente na boca do bulbo. Portanto, para que fique fixo de forma segura envolva-o com fita crepe. O excesso de fita pode ser cortado com uma tesoura.

5º passo: pegue a tampinha metálica furada e com auxílio do prego, passe a tira de meia pelo buraco. Deixe para fora 1,5 cm de tecido. Rasgue um pedaço do jornal que estava sendo utilizado como proteção e faça um funil. Despeje o óleo dentro da lâmpada até a metade ou um pouco menos. Tire o funil e tampe a lâmpada, apertando bem. Assim, a lamparina estará pronta para uso, basta acender com um isqueiro ou fósforo.

O óleo geralmente é classificado como combustível não inflamável, ao contrário da gasolina ou do álcool, isso o torna muito mais seguro. Os detalhes da lamparina podem variar de acordo com a criatividade de cada um.

De: CicloVivo

Exemplo de como conter enchentes.

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Fonte: Prefeitura da Cidade do Rio de JaneiroFonte: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Os engenheiros japoneses levaram 17 anos pra terminar o projeto G-Cans, a maior infraestrutura subterrânea do mundo. Essa rede de túneis de 6 km ajuda na prevenção de uma velha conhecida brasileira: as enchentes.  Mais de 14 mil turbinas bombeiam 200 toneladas de água por segundo e minimizam os transbordamentos e enchentes. Os conhecidos “piscinões” servem para acumular grandes volumes de água da chuva, reduzindo os picos das vazões. A instalação canaliza os rios até um gigantesco tanque que ajuda o Japão a enfrentar as temporadas de chuva e até as de furacões.

Parece trabalho de formiguinha e é. Duas espécies da Amazônia brasileira criaram uma arquitetura para evitar inundações dos temporais. A solução foi uma rede de canais de drenagem que leva a água da chuva para os níveis inferiores do formigueiro. Esses reservatórios retêm a água apenas pra dar tempo de ela ser absorvida pelo solo.  As obras cariocas, inspiradas nestes insetos da Amazônia para o controle de enchentes, ainda estão em andamento.

A Prefeitura do Rio de Janeiro tinha prometido inaugurar o primeiro dos cinco “piscinões” da Grande Tijuca em dezembro do ano passado. Agora, a conclusão está prevista para o fim deste semestre. Esse reservatório é o menor dos cinco e tem capacidade pra captar 18 milhões de litros de água – ou oito piscinas olímpicas. Os tanques de amortecimento de cheias e as obras de desvios de dois rios da região até o momento custaram R$ 292 milhões, para os governos federal e municipal. A promessa é que tudo esteja pronto até o primeiro semestre de 2014. As obras vão ajudar a amenizar as históricas inundações que há um século causam transtornos na cidade. E vão mostrar que a Cigarra não é mais carioca.

Consumo colaborativo.

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Fonte: Rachel Botsman – What’s mine is yours / Divulgação

Nem só de gatos, fotos de comidas e frases feitas de autoria duvidosa vive a internet. A revolução da distribuição de conteúdo encontrou-se com a preocupação com o meio ambiente e a manutenção de hábitos sustentáveis e fez surgir na rede um novo tipo de relação comercial: o consumo colaborativo. Dividir já era um hábito bem-visto, desde os cristãos até os marxistas, e assim por diante, mas vem se tornando, também, lucrativo e transformando as relações humanas através da rede.

Não é de hoje que, nos EUA, os edifícios oferecem uma lavanderia coletiva aos seus moradores, permitindo que eles paguem uma quantia irrisória para lavar suas roupas em vez de terem que comprar uma máquina. Faz sentido, portanto, comprar uma furadeira para pendurar um quadro e depois abandoná-la por anos? Por que não alugar, emprestar ou até trocar, durante o período ocioso, sua furadeira por um produto que você precise e que esteja igualmente parado em poder de alguém que queira furar a parede? O mesmo vale para carros, quartos, liquidificadores e até livros.

O consumo colaborativo se baseia na ideia de que mais importante do que possuir um produto é ter acesso à experiência que ele propicia. Com isso, dezenas de sites, unindo antigas ideias de escambo com novos conceitos de compartilhamento virtual, incentivam a locação ou troca dos mais diversos serviços e produtos. Exemplos se multiplicam no mundo, como aluguel de quartos ou mesmo de apartamentos, compartilhamentos de automóveis, de conhecimentos específicos, videogames, guias de viagem e até troca entre produtos sem que se gaste um tostão.

Dessa forma, não só se funda um novo setor da economia – não são poucos os exemplos de investidores que tiram desse tipo de empreitada seu principal lucro – como também as grandes corporações obrigam-se a tornar-se mais humanas e acessíveis. O usuário economiza dinheiro, tempo e espaço, contribui com o meio ambiente e constrói relações mais próximas ao passar de consumidor passivo a colaborador ativo.

 

Polir e manter madeira, vime, inox e até ferramentas de jardim. Vários usos para um só produto: Azeite de oliva.

O azeite de oliva é considerado um dos mais importantes e antigos óleos vegetais comestíveis do mundo. Comercializado por toda a parte, ele é responsável por sabor e aroma únicos. O azeite é produzido a partir da prensagem de diferentes tipos e tamanhos de azeitonas (essa diferença pode fazer com que o produto final seja mais ou menos ácido).

Utilizado principalmente para temperar saladas, verduras e legumes, esse óleo também traz diversos benefícios à saúde (veja mais aqui) e está substituindo o óleo de cozinha para refogar e fritar alimentos. Além de tudo isso, o azeite não polui o meio ambiente, ao contrário do óleo de soja, que se for descartado incorretamente contamina rios (aproveite para ver aqui como fazer sabão do óleo de cozinha usado).

Mas você já pensou que além dos benefícios ao coração, à pele, às unhas e ao cabelo, o azeite de oliva pode fazer maravilhas fora da cozinha? Por incrível que pareça, ele é um poderoso agente de limpeza. Acompanhe abaixo cinco truques caseiros que utilizam azeite:

Polimento de móveis de madeira – em vez de comprar polidores de móveis que contêm substâncias tóxicas, como os VOCs, dê um trato na sua mobília de madeira com azeite. O óleo vegetal vai ajudar a remover a poeira, proteger sua madeira de arranhões e prevenir futuros anéis de bebida. Para fazer isso, você deve misturar duas partes de azeite com uma parte de suco de limão e aplicar na madeira com um pano de microfibra ou gaze em um movimento circular. Certifique-se de usar essa mistura apenas para madeiras acabadas – para as inacabadas, use óleo mineral;

Limpar ferramentas de jardim – coloque um pouco de azeite em um pano velho e limpo e aplique a solução nas partes de metal de suas ferramentas de jardim. O azeite vai ajudar a evitar o acúmulo de sujeira. Ao terminar a jardinagem, utilize o mesmo pano para limpar as ferramentas;

Corrigir porta que range – o ranger de uma porta é um som bastante irritante. E o mais incrível é que o azeite resolve. Com ele, você consegue lubrificar as dobradiças e silenciar o barulho da porta. Basta colocar azeite em um pano ou cotonete de algodão e aplicar diretamente no topo da dobradiça estridente;

Proteja móveis de vime – para ajudar a manter os móveis de vime inteiros e sem a possibilidade de racharem, esfregue cuidadosamente azeite quente na mobília com um pano limpo. E para alcançar as partes menores dos móveis, utilize um pincel antigo;

Brilhar aço inoxidável – verifique se o aço está livre de sujeira antes de dar um brilho. Basta utilizar uma bucha vegetal, água quente e sabão para limpar todos os detritos. Depois, coloque azeite em um pano limpo e macio (um de microfibra funciona bem) e passe em movimento circular com uma pressão firme até que a superfície fique brilhando; Redação: e-cycle

Impressão de estradas de tijolos.

Tiger Stone é uma máquina de pavimentação holandesa que usa a gravidade e um motor elétrico para “imprimir” estradas de pedra e tijolo.
É uma máquina de seis metros de largura, capaz de assentar 400 metros quadrados de estrada por dia e uma de suas vantagens é a diminuição de resíduos.pavimento

Impressora de pavimento 2

Ao final a máquina sendo transportada por caminhão. Prático e rápido.

Dicas para conservar roupas.

croqui_barbie_1Como é grande a concorrência com produtos importados, veja bem se vale a pena comprar aquela blusa básica da mesma marca que você comprava a alguns anos atrás. Mas com certeza você encontrará uma blusa bem parecida nas lojas de saldos, é só garimpar, e ainda terás roupas de qualidade no armário. Se não, terás que comprar duas ruins, que com certeza são ruins de passar, encolhem, desbotam,…um horror , sai mais caro e se for algodão dá para perceber a diferença até no conforto de vestir;

Quando for comprar uma calça, pense o quanto você gastará, se você ver uma blusa incrível,… coloque na balança e compre a calça e a blusa pelo preço pensado só para a calça. Isso parece ridículo, mas é possível, principalmente se você costuma gastar um pouco mais.

Uma dica ainda é comprar roupas básicas e discretas e variar nos acessórios, só a bolsa/colar/relógio e o calçado já fazem muita diferença. Ou mesmo um colete ou blusa de manga leve jogado por cima e nem parece que usou a mesma blusa na semana passada. Dobrar manga, colocar pra dentro da calça,…são inúmeras as opções.

Mas fora meu lado pão-duro, vamos a umas dicas de conservação:

Lavar sempre com água fria, pois água quente estraga a trama de qualquer tecido e o faz rasgar, assim como a água sanitária, evite. Já existem outros produtos branqueadores que fazem o trabalho, num pote rosa…

Acontecendo algum acidente com a roupa, separe-a junto com outras que precisem ser arrumadas, encurtadas, pregar botões,…para fazer tudo de uma vez, com maior motivação.

Dica mais profí: Evite lavagem a seco  Máquinas de lavagem a seco usam tetrachloroethylene, uma substância cancerígena. Procure lavanderias que trabalhem com “wet cleaning” ou CO2 líquido. Muitas peças que antes eram lavadas a seco agora podem ser lavadas a mão, especialmente as de seda, lã e linho. Fique de olho nas etiquetas. Se você preferir recorte as orientações e cole em um pequeno caderno ou guarde em uma caixinha para conferir quando precisar.

Compre peças usadas, troque com amigas, acessórios então, saem muito mais em conta, mas não esqueça de lavar tudo com desinfetante, sim desinfetante do tipo “Pinho… “esses mesmo, 1/3 de copo, mas diluído na água (naquela parte da máquina onde diz Alvejante), “pelamordedeus”, o mesmo vale pra roupas íntimas, roupas de cama e toalhas.

Roupas brancas com manchas de suor, utilize vinagre branco, meio copo é o suficiente. Faz o milgare;

Junte muita roupa antes de lavar, para economizar na água, luz, sabão e amaciante (e serviço). Acostume-se a deixar as roupas de molho de um dia para o outro.

Na hora de estender, pense em quem vai ficar horas debruçado sobre a mesa e depois é você que vai aguentar a pessoa reclamando de dor nas costas. Estenda sem esticar para evitar que deformem, dê aquela sacudida básica que também ajuda;

Se estiver procurando por uma lavadora nova, verifique se possui selo de economia energética (no Brasil, do Inmetro). A mesma dica vale para os ferros elétricos.

Muitas empresas, além de cuidarem da natureza, investem em sustentabilidade e responsabilidade social. Valorize e incentive esse tipo de ação. Procure saber onde ficam as fábricas das empresas que você compra. Muitas multinacionais utilizam abordagens de mercado que incluem maximizar o lucro e deixar de lado preocupações humanitárias, como a luta pelo fim da exploração de mão-de-obra infantil e escravidão (problemas comuns em países latinos, asiáticos e africanos).

Ao optar por blusas de PET, pense se você não é alérgico a sintéticos, orgânicos como algodão são sempre mais confortáveis e permitem a transpiração sem causar alergias, etc. (Inclusive roupas íntimas)

Observe aquelas roupas e acessórios antigos e descubra um potencial fashion adormecido. Caso não agrade a ideia, reúna o que não precisa mais e leve a entidades carentes. Se nós não encontramos novidade, outros encontrarão. Não é porque aquele vestido não está na próxima tendência que ele merece ir pro lixo. Se for algo que de-jeito-nenhum-você-usará-novamente, venda, troque, doe. Há muita gente no mundo precisando de ajuda. Fique informado sobre ONGs e entidades que prestam auxílio a pessoas necessitadas. Colabore com movimentos de apoio a vítimas de catástrofes climáticas (como enchentes e tempestades). É uma maneira de amenizar as consequências do aquecimento global e motivar uma mudança. Com inf da Eco Trends & Tips

Sementeiras feitas com rolos de papel higiênico,

sementeiras papel higienico

Todo mundo que é apaixonado pelo meio ambiente já quis ter ou tem plantas em casa. Mas, não simplesmente plantar algo já crescido, muito menos artificial. A diversão está em plantar a semente e cuidar até que cresça forte e bela. Um jeito bem sustentável e interessante de se fazer isso é utilizar rolos de papel higiênico como sementeiras!

A ideia é bem simples e a foto acima é autoexplicativa. Corte rolos de papel higiênico ao meio e coloque-os um ao lado do outro. Não esqueça de agrupá-los dentro de um recipiente, pois você irá adicionar terra e água. A dica é colocar pedras no fundo para a água não carregar a terra junto. Depoisplante a semente e cuide da terra adicionando água quando necessário.

Para o sucesso total da sua pequena plantação, informe-se sobre os períodos de melhor geminação de cada semente que você deseja plantar. Além disso, procure outras dicas sobre como cuidar, quantidade de água a adicionar. Saber, por exemplo, que na fase inicial não deve-se deixar a planta exposta diretamente ao sol, é muito importante. Após o crescimento, você pode transportá-la para um vaso.

Além do próprio benefício de plantar, há também aqueles que ensinam aos filhos, alunos, etc. Passar esse conhecimento adiante, para as novas gerações, pode fazer uma grande diferença. E mais, por ser um aprendizado “mãos na massa” e divertido, as crianças tendem a guardar mais facilmente. Talvez você estará educando mais um apaixonado pela natureza!

Reciclando meias-calças.

Apesar de serem unanimidade nos guarda-roupas femininos, as meias-calças são pelas frágeis e delicadas, e podem ser usadas apenas algumas vezes, mas logo rasgam ou desfiam. Para não deixar de usar meias finas e ainda assim colaborar com o meio ambiente, é possível reaproveitar as peças para soluções úteis para o dia a dia. Quer ver?

Amarradores de cabelo – Esse truque é válido desde o tempo das nossas avós: corte as pernas das meias em tirinhas e use-as para prender os cabelos! Além de renderem dezenas de amarradores, as meias são mais resistentes e não arrebentam os fios, como os elásticos tradicionais.

Faixas de cabelo – Não estamos sugerindo que você saia na rua com tiras de meia-calça na cabeça, mas utilizar as partes da cintura e da coxa da peça como faixas pode ser útil na hora de limpar a pele ou fazer a maquiagem. Tem ainda quem aposte no truque para fazer faxina sem se incomodar com a franja!

Recuperar tarraxinhas de brincos – Ao colocar um pedaço da meia no bocal do aspirador, você consegue recuperar tarraxinhas, alfinetes e outros objetos minúsculos que podem ter sido aspirados durante a limpeza.

Limpar sapatos – Aprendemos a dica com um experiente engraxate, e é uma maravilha! Depois de encerar os sapatos, passar um pedaço da meia por todo calçado dá um brilho incrível e ainda tira o excesso de produto.

Conservar cebolas – Essa também é uma dica antiga! Não é um charme para decoração, mas muitas pessoas, principalmente de áreas rurais, utilizam as meias para conservar as cebolas por mais tempo. Corta-se a meia-calça velha em tiras e pendura-se os pedaços, já com os bulbos dentro.

Transplante de plantas – Na hora de tirar o vaso do lugar, a meia tem uma função especial: ao ser colocada no fundo do recipiente, ela funciona como um filtro, impedindo que a terra escape.

Enchimento – Se  você tem uma gaveta cheia de meias-calças desfiadas, saiba que elas são ótimas para dar um “up” às almofadas e travesseiros meio murchos. A dica vale também para bichinhos de pelúcia!