OURO. Nova técnica para um garimpo menos nocivo.

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Por causa de suas propriedades, o ouro tem importantes funções na tecnologia: é muito utilizado nas áreas da computação, comunicação e engenharia, além de servir de matéria-prima para diversos produtos. Ele é também usado na eletrodeposição, em que as superfícies de conexões elétricas são cobertas com uma camada de ouro, assegurando uma conexão de baixa resistência elétrica e mais resistência à oxidação – esse processo também serve para aumentar a beleza e o valor de algumas peças. Nos satélites, é utilizado como cobertura protetora por ser um bom refletor de luz. Por formar amálgamas com o mercúrio, é algumas vezes empregado em restaurações dentárias. Na medicina, há o isótopo de ouro 198Au, que é usado para tratar alguns cânceres e outras enfermidades. Já o ácido cloroáurico é usado em revelação de fotografias.

Algumas formas de cianeto menos tóxicas se degradam rapidamente na luz do sol, mas outras formas podem persistir por alguns anos. Quando são descartadas no ambiente ou ocorre algum vazamento, as terras, rios e lagos ao redor podem ficar estéreis por tempo indeterminado. No caso de rios, suas águas correnteza abaixo ficam contaminadas e a vida que dele depende acaba morrendo devido à intoxicação. Pensando na sustentabilidade, as empresas de mineração passaram a transformar o cianeto em uma forma menos tóxica e mais sustentável antes de descartá-lo. Eles revestiram com um forro impermeável seus locais de descarte e fizeram o mesmo abaixo de suas operações de lixiviação. Com isso, essas empresas afirmam que se trata de um risco aceitável, mas ainda ocorrem muitos vazamentos que prejudicam os arredores das minas.

Os efeitos do cianeto no homem – Devido à alta toxicidade, o cianeto se torna um forte veneno para o homem. Seus sintomas estão diretamente relacionados à dose de cianeto, à via de exposição e ao tipo do composto. Os sintomas a uma exposição leve de cianeto são: dor de cabeça, agitação, náuseas, desmaios, vômitos, confusão e incontinência. Já em caso de exposição a concentrações mais elevadas, os sintomas são: hipertensão seguida de hipotensão (diminuição da pressão arterial), taquicardia seguida de bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), dispneia (dificuldades para respirar), descoordenação de movimentos, convulsões, cianose, coma e disfunção cardíaca ou respiratória, que pode ser fatal.

Além de ter sido utilizado em suicídios durante a segunda guerra mundial, também foi a base do gás Zyklon B (Ciclone B), usado nos campos de extermínio. Nos Estados Unidos, ele serviu como forma de aplicação da pena capital na câmara de gás, mas foi abolido por causar morte dolorosa e lenta.

Método proibido – Foi pensando no meio ambiente e nos animais que a Alemanha, República Checa, Hungria, Costa Rica, os estados de Montana e Wisconsin dos Estados Unidos e muitas regiões da Argentina baniram a mineração do ouro com essa técnica. Ainda assim, quase 90% de todo o ouro extraído em todo o mundo é feito pela cianetação.

Nova técnica

Cientistas da Universidade Northwestern, nos EUA, descobriram acidentalmente que o cianeto pode ser substituído por amido de milho. O processo envolve inúmeras e complexas reações químicas e oferece uma alternativa barata e ambientalmente amigável.

A descoberta surgiu enquanto eram realizadas pesquisas sobre a construção de estruturas para armazenar gases utilizando ouro e amido. A mistura dos dois acabou resultando em uma maneira inusitada de isolar o metal de qualquer outra substância. Agora, os pesquisadores esperam que essa nova técnica possa ser utilizada em grande escala, como uma maneira barata e não tóxica de extração de ouro.

info: e-cycle

Construir um sistema hidropônico

Hidroponia geralmente significa o cultivo de plantas em água sem o uso de solo. Quando este fenômeno era novidade, era um pouco mais complicado e acabava sendo “confinado” às pessoas experientes, que sabiam sobre jardinagem e tinham conhecimento técnico.

Mas agora, com o avanço no campo tecnológico o cenário mudou completamente e é possível que todos possam criar um sistema de hidroponia a partir do zero, isso também com poucas despesas. Não é necessário ser um técnico para construir este sistema. Se você for capaz de inserir um tubo em uma bomba de água e fixar em um reservatório, o sistema hidropônico poderá ser criado facilmente.

Cinco passos para construir um sistema hidropônico:

1. Arranjo

Esta é a parte essencial do procedimento e não é muito difícil ou complicado. Primeiramente é preciso decidir as espécies de plantas a serem cultivadas. O projeto será definido com base nesta escolha. O sistema deve ser executado de acordo com a exigência de cada espécie de planta.

Para as plantas que dependem de água abundante, sistemas hidropônicos de fluxo e refluxo são considerados melhores, enquanto para outros, o sofisticado sistema de gotejamento é recomendado. Uma vez decidido o que será cultivado, é recomendável que se faça uma pesquisa para verificar qual é o sistema mais adequado à sua escolha. Quando isso for resolvido, compre as plantas. Na internet podem ser encontrados alguns sites que oferecem planos de hidroponia gratuitos.

2. Elementos constitutivos

Estes podem ser encomendados online ou comprados em lojas especializadas. Eles formam uma parte importante do sistema. Diversos sites na internet oferecem listas de componentes, além de guia sobre como criar um sistema hidropônico a partir do zero.

Depois de saber quais componentes são necessários, é hora de comprá-los.  Escolha os componentes exatos que estão citados na lista. Nunca tente coisas similares. Uma simples mudança pode alterar o funcionamento do seu sistema. Lembre-se que os itens da lista são escolhidos por pessoas especializadas com base no melhor para o sistema.

3. Construção do sistema

Depois das compras, é hora de começar a construir o sistema. Tente construir um que possa durar bastante tempo.

Há certas coisas que você deve saber nesta fase. Procure pelas dimensões, equilíbrio e ângulos corretos. Comece colocando as peças maiores, como um recipiente de nutrientes em um lugar seguro, onde ele permanecerá em equilíbrio. Depois, anexe as bandejas de acordo com a exigência do seu sistema hidropônico. Certifique-se que esteja usando equipamentos de apoio, se sentir que o tabuleiro não está em equilíbrio e seguro para permanecer constante para o recipiente.

4. Não ignore os pequenos detalhes

Muitas vezes, um sistema perfeitamente hidropônico pode ser arruinado por ignorar pequenas coisas. Algumas delas podem passar despercebidas quando se está construindo um sistema. Portanto, é melhor e recomendável fazer uma verificação final e completa quando a fase de construção do seu sistema hidropônico acabar. É melhor examinar os acessórios como tubos soltos, bombas não funcionais, tubos de ar e sistema de drenagem sem limites pelo menos uma vez. No caso de suspensão do sistema que estão sendo usados??, verifique se estão bem e devidamente montados.

5. Diversos

Isto é tudo o que um sistema hidropônico pode oferecer a uma planta: oxigenação e nutrientes, mas um vegetal geralmente requer mais do que isso. É também exigida uma boa temperatura, umidade e luz solar para que a planta cresça bem.

Componentes extras, como umidificadores, luzes hidropônicas, sistemas de refrigeração e assim por diante, não são partes de um sistema hidropônico, como procedimento. A adição destes componentes ao sistema não só é muito necessária, mas benéfica também.  (Redação CicloVivo)

Reaproveitando óleo e lâmpadas

Com apenas um litro de óleo de cozinha descartado inadequadamente, pode ser contaminados milhares de litros d’água, causando um grande problema ambiental. Porém, poucos sabem o que fazer com esse material que não vai mais ser utilizado. Uma das soluções para evitar a poluição das águas é ir armazenar o óleo de cozinha usado em garrafas PET e depois entregá-la a locais especializados que vão dar as devidas destinações. Esse resíduo pode ser usado para a fabricação de biocombustível, produção de sabão ou fertilizantes, entre outras coisas.

Esse óleo de cozinha também pode ser usado como combustível para uma lamparina.

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Material

– Uma lâmpada queimada; Óleo de cozinha usado e filtrado; Sal ou areia (material granular); Uma tampinha metálica;

– Cola; Arruela; Fita crepe; Martelo; Chave de fenda; Alicate; Prego pequeno; Tesoura; Régua; Meia velha.

Método

1º passo: preparo da lâmpada. Tire o fundo de metal da lâmpada com auxílio do alicate, a seguir quebre o vidro preto, também do fundo, com a chave de fenda. É necessário ter cuidado com a força, para não quebrar a lâmpada. Observe que a lateral metálica irá permanecer intacta.  Depois de tirar ambas as partes, pegue a chave de fenda e quebre a parte que tem dentro da lâmpada. Depois de “limpa” e com um buraco no fundo do bulbo, a lâmpada está pronta para receber o sal, que deve ser usado somente em caso de escolha por uma lâmpada branca. O sal ou a areia, irá tirar a “tinta” presente na lâmpada. Para isso, coloque uma quantidade de sal grosso dentro do bulbo, tampe o fundo e agite até o vidro ficar transparente. Feito isso, o sal pode ser descartado.

2º passo: pegue uma folha de jornal, coloque sobre a mesa para não sujá-la com cola. Coloque em cima do jornal um pedaço de fita crepe que seja capaz de segurar a arruela e as laterais da lâmpada. Em seguida, posicione a arruela no centro desta tira de fita crepe e passe uma fina camada de cola no círculo interno da arruela. Cole a lâmpada na arruela e envolva-a com as abas da fita que sobraram para fixar. Espere secar por uma hora para que fique seguramente fixado e retire a fita. Este será o suporte da lamparina.

3º passo: pegue a tampinha e com a ajuda do martelo e do prego, faça um furo no meio da tampa. Corte uma tira da meia velha, com aproximadamente 1,5 cm de largura por 15 cm de comprimento.

4º passo: observe que a tampa não se encaixa perfeitamente na boca do bulbo. Portanto, para que fique fixo de forma segura envolva-o com fita crepe. O excesso de fita pode ser cortado com uma tesoura.

5º passo: pegue a tampinha metálica furada e com auxílio do prego, passe a tira de meia pelo buraco. Deixe para fora 1,5 cm de tecido. Rasgue um pedaço do jornal que estava sendo utilizado como proteção e faça um funil. Despeje o óleo dentro da lâmpada até a metade ou um pouco menos. Tire o funil e tampe a lâmpada, apertando bem. Assim, a lamparina estará pronta para uso, basta acender com um isqueiro ou fósforo.

O óleo geralmente é classificado como combustível não inflamável, ao contrário da gasolina ou do álcool, isso o torna muito mais seguro. Os detalhes da lamparina podem variar de acordo com a criatividade de cada um.

De: CicloVivo

Repelentes CASEIROS contra MOSQUITOS!

Uma alternativa é cultivar plantas que funcionam como repelentes naturais. Entre elas podemos citar a LAVANDA, a HORTELÃ, o MANJERICÃO e a CITRONELA. Outras alternativas são:

1. Velas de Citronela.

2. Casca de Limão ou Laranja: Um ótimo repelente eletrônico contra insetos é colocar 1 fatia retangular da casca de limão ou de laranja dentro do local reservado para colocar o refil dos repelentes eletrônicos que se coloca nas tomadas e trocar diariamente.

3. Repelentes Caseiros

>>>Repelente caseiro para bebês e crianças
Um ótimo repelente caseiro para bebês, a partir de 2 meses de vida, é o creme hidratante com gotas de complexo B.
1 embalagem 150 ml do hidratante Proderm
20 ml de complexo B em gotas
Modo de preparo: Num recipiente de vidro misture muito bem o conteúdo de cada uma destas embalagens e depois guarde-a novamente no frasco do Proderm.
Modo de uso:Aplique em todas as áreas do corpo expostas ao mosquito, diariamente, de 2 a 3 vezes por dia.
O complexo B possui um aroma que afasta os mosquitos, prevenindo suas picadas. Mas uma forma de complementar este tratamento caseiro é acender uma vela de citronela, que também é um excelente repelente natural.

>>>Repelente à base de cravo-da-índia !!
O cravo-da-índia contêm uma substância chamada eugenol, uma substância que possui propriedades inseticidas contra mosquitos e formigas:
•500 ml de álcool de cereais;
•10 g de cravo-da-índia;
•100 ml de óleo mineral ou de amêndoas dermatológico.
Modo de Preparo: Junte o álcool e o cravo-da-índia em um pote opaco, escuro, com tampa. Deixe-o fechado e sem contato com a luz por quatro dias. Depois desse período, mexa bem a mistura duas vezes por dia, uma vez de manhã e outra à noite. Por fim, coe e acrescente o óleo corporal, agitando ligeiramente. Coloque o repelente num recipiente spray, que pode ser comprado em farmácias homeopáticas e lojas de artesanato, e aplique na pele. Esse repelente atua por até quatro horas. Ao aplicar, evite o contato com os olhos e com machucados na pele e aplique somente três vezes ao dia. E lembre-se: de acordo com a Anvisa, não é recomendado que crianças com menos de dois anos façam uso de repelentes.

>>>Repelente à base de citronela !!
A citronela é uma potente aliada na proteção contra os pernilongos e outros insetos. O óleo essencial que é extraído dela e que é a base dessa receita possui 80 componentes repelentes, entre eles o citronelal, geraniol e o limoneno. Se você tiver um difusor de água, deixe-o em ambientes de até 16 m² e pingue três gotas de óleo essencial de citronela na água a cada cinco horas. Isso também ajudará a manter os pernilongos afastados. Uma outra opção é fazer velas caseiras de citronela e deixá-las acesas nos cômodos: além de ser uma alternativa ecologicamente correta, a sua casa estará protegida e com um aroma agradável, semelhante ao aroma do eucalipto.
•150 ml de óleo essencial de citronela;
•300 ml de óleo de amêndoas dermatológico.
Modo de Preparo: Reúna todos os ingredientes e misture bem. Por fim, lembre-se de armazenar a mistura em um recipiente escuro e evitar o contato dela com o sol. Você também pode usar outras quantidades, desde que sempre seja mantida a proporção de duas partes de óleo de amêndoas para uma parte de óleo de citronela. As recomendações de aplicação desse repelente são as mesmas do anterior.
Inf: Tua Saúde

Optar por selos verdes é prática sustentável.

Pouco percebidos nos rótulos, os selos verdes — ou certificações ambientais — trazem a consciência ambiental para os nossos carrinhos de compras. Eles nos orientam na escolha de produtos que respeitam a natureza e foram elaborados a partir de práticas sustentáveis. Quem consome um produto certificado pode, por exemplo, contribuir para que madeiras extraídas ilegalmente em reservas sejam menos competitivas e lucrativas.
Estimativas dão conta de que hoje existem mais de 30 selos no mercado. No mundo, esse número pula para mais de 400. Para confiar, é preciso pesquisar quais bandeiras se quer levantar. Aqui, 11 que são apoiadas pelo governo federal, ou organizações de defesa do consumidor. A maioria é reconhecida internacionalmente.

11 selos

O Reino Unido é apontado como um dos países em que a cultura do consumo consciente é mais forte. Lá, a presença de um selo da Rainforest Alliance (RA), que certifica produtos agrícolas sustentáveis, aumentou em 30% a venda de café em lojas do McDonald’s em 2009, segundo informa Eduardo Gonçalves, secretário-executivo adjunto do Imaflora, certificadora da instituição no país. Contatado pela RA no Brasil, o McDonald’s afirmou que ainda não é a hora de certificar seus produtos aqui, conta Gonçalves.

Alergias de inverno, acabe com as causas.

Alergias que vêm pelo ar

Men’s Health – 05/2013

*Colaborou Bruno Acioli 

Fezes de insetos, mofo, bactérias… Você não teria coragem de comer alimentos que tiveram contato com esse tipo de coisa e, se encontrasse algo assim em um restaurante, sairia sem pagar a conta. Mas o que você não sabe é que pode estar inalando contaminantes, toxinas, e mais um monte de outras, a cada respiração. “Os alérgenos presentes no ar frequentemente são invisíveis e os efeitos prejudiciais podem não ser drásticos no primeiro momento”, diz Anne Steinemann, engenheira civil e ambiental da Universidade de Washington (EUA). “Mas, com o tempo, e a exposição frequente, os danos se acumulam”, completa.

De fato, um número cada vez maior de pesquisas sugere que os alérgenos aerotransportados podem prejudicar sua memória, enfraquecer seu esperma e aumentar seu risco de ter doença cardíaca e câncer. E o que é pior: o sinal vermelho para avisar o perigo é o próprio quadro alérgico. Por isso, identificamos os maiores inimigos soltos pelo ar e traçamos estratégias para ajudá-lo a proteger-se de alergias respiratórias. Respire fundo!

ÁCAROS
Esses microscópicos aracnídios vivem em colchões, almofadas, carpetes… São transportados de um lado a outro pela poeira solta no ar e se alimentam de partículas de pele humana. Uma fungada carregada de ácaros pode causar espirros alergias, diz o médico alergista americano James Sublett. Mais: estudo realizado na Universidade de Cincinnati (EUA) mostrou que camundongos que inalaram regularmente esses ácaros e seus excrementos tinham as artérias do coração mais apertadas, o que pode aumentar o risco de falência cardíaca.

Acabe com a ameaça: para vencer esses agentes de uma vez por todas, você precisa lançar uma ofensiva generalizada. Estudo publicado na revista americana Environmental Health Perspectives revelou que usar capas de colchão à prova de ácaros, lavar as roupas de cama toda semana com água quente e limpar tapetes e estofados com o aspirador de pó e aparelhos de vapor seco reduziu a presença de ácaros e as reações alérgicas em até 95%. Mas ainda faltam 5%.

“Para acabar com as fezes e fragmentos de corpos deles que ficam no ar da sala e do quarto ligue um purificador de ar ou ventilador, deixe janelas e portas abertas, pelo menos uma hora por dia. Assim, o ar circula e dissipa os alérgenos presentes no ambiente”, sugere Andrea Sette, pneumologista e clínica geral do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

MOFO
Sabe aquela mancha verde na sua parede? É causada por um dos fungos mais comuns em ambientes fechados, o Aspergillus. Ele é capaz de soltar micotoxinas que podem penetrar nos seus pulmões. Resultado: você pode sofrer com inflamação nasal edificuldade na respiração. Isso porque inalar partículas de Aspergillus, segundo estudo realizado na Finlândia, pode levar a uma infecção de pulmões e ainda causar a morte. E para piorar, eles estão cada vez mais resistentes a medicamentos.

Dê cabo do mofo: mesmo o fungo morto pode causar crises fortes de alergia, advertem os peritos da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Então, você precisa eliminar qualquer resíduo fúngico. Se você localizar uma mancha de mofo, no seu quarto ou sala – é bom checar as áreas úmidas e escuras – pegue luvas, uma máscara e uma escova de cerdas duras. Misture 1 xícara de água sanitária em 4 litros de água e esfregue a área até que não haja mais mofo visível. Enxague com água limpa e deixe a área secar completamente.

Reforce suas defesas internas também: cientistas da Carolina do Sul recentemente estabeleceram ligação entre infecções nasais provocadas por mofo e insuficiência de vitamina D no organismo. Inclua atum fresco (150 g) e dois ovo de galinha em sua dieta, beba leite e tome, pelo menos, 15 minutos de sol, antes das 10h ou depois das 16h. Isso pode acalmar a reação inflamatória causada pelos esporos dos fungos.

POLUIÇÃO
O ar das grandes cidades está repleto de partículas nocivas ao organismo, como afuligem que sai dos escapamentos de carros. Inalar isso constantemente pode causarproblemas de memória e infertilidade. Também pode interferir nos sinais do sistema nervoso que controlam sua frequência cardíaca e pressão sanguínea, diz o epidemiologista Gregory Wellenius, doutor em ciência da Universidade Brown (EUA). Quer mais? Um estudo publicado em 2012 no periódico americano Archives of Internal Medicine descobriu que a exposição ao ar poluido pode elevar o risco de um acidente vascular cerebral (AVC).

Corra dos problemas: os exercícios aeróbicos regulares ajudam a evitar a inflamação induzida por essas partículas nocivas, segundo estudo publicado no periódico americano Medicine & Science in Sports & Exercise (EUA). Apenas reconsidere sua rota ao ar livre: evite correr em avenidas, estradas movimentadas ou áreas industriais. A poluição compromete o rendimento, de acordo com pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os pesquisadores constataram que poluentes do ar elevam a frequência cardíaca e aumentam a pressão arterial. Então, um parque com sombra e perto de água (lago, lagoa, rio ou mar) é o ideal. “As árvores e brisa próximas das margens ajudam a dispersar a poluição”, segundo Linsey Marr, professora associada de engenharia civil e ambiental na Universidade Estadual e Instituto Tecnológico da Virgínia (EUA).

MONÓXIDO DE CARBONO
Você não precisa estar preso no trânsito para inalar esse gás tóxico. Segundo cientistas britânicos, a cozinha é um dos locais mais comuns de exposição ao monóxido de carbono (CO). Toda vez que você acende o fogão a gás libera CO, que é inodoro e venenoso. Normalmente, a quantidade é mínima e se dissipa rapidamente. Mas se seu fogão apresenta algum mau funcionamento ou se a ventilação do cômodo é muito ruim, o gás nocivo permanece no ambiente e pode invadir seus pulmões. Dentro deles, o CO reage com os glóbulos vermelhos do sangue e desaloja o oxigênio que seria transportado aos outros órgãos e células.

Inspecione seu equipamento: verifique seu fogão. A chama das bocas está amarela em vez de azul? Existe fuligem em alguma delas? Se a resposta for “sim”, seu aparelho pode estar funcionando mal e deve ser examinado por um profissional ou o botijão de gás apresenta problemas. Procure a companhia que distribui o recipiente e peça uma solução.

COMPOSTO PLEFUORADO
Também conhecido como CPF, é uma substância química usada frequentemente em móveis, tapetes, tintas e utensílios, para repelir água e manchas. Segundo estudo publicado na revista americana Environmental Science & Technology, os CPFs podem ser inalados e permanecer em seu corpo durante anos. “Também podem alterar seu nível de testosterona e hormônios da tireoide”, diz Olga Naidenko, cientista do centro americano de pesquisas sobre meio ambiente Environmental Working Group. Isso pode, mais cedo ou mais tarde, levar a doenças da tireoide, redução da contagem deespermatozoides, alta no colesterol obesidade.

Não tenha medo de manchas: os órgãos reguladores estão trabalhando ao lado de diversas empresas internacionais para eliminar os CPFs de tudo, de mobília a embalagens de alimentos, até 2015. Até lá, evite comprar móveis, tapetes e roupas tratadas com substâncias químicas resistentes a manchas. Também dê preferência a panelas e utensílios para cozinhar de aço inoxidável, que não possuem CPFs, ao contrário de panelas antiaderentes, recomenda Naidenko. Como você também pode ingerir esses compostos, evite comer sempre em drive-thrus – aquelas embalagens muitas vezes contêm CPFs, que podem se infiltrar na sua comida.

COVs
Compostos Orgânicos Voláteis, como são chamados, entre eles o formaldeído, mais conhecido como formol, o benzenotolueno e o xileno, são classificados como tóxicos ou nocivos e foram ligados à baixa qualidade de espermaasma câncer, diz Anne. Inalados ou absorvidos pela pele, os COVs podem entrar na sua corrente sanguínea e acabar no seu cérebro. Por isso, a exposição repetida pode acabar resultando em dano do sistema nervoso central. Pesquisa publicada na revista americana Environmental Impact Assessment Review revelou que os aromatizadores de ar, produtos de lavanderia e produtos de limpeza da casa perfumados emitem uma média de 17 diferentes COVs.

Cuidado com produtos aromatizados: as fichas técnicas dos produtos podem indicar se possuem ou não COVs, porém os fabricantes não são obrigados a revelar tudo. De forma que Anne recomenda tomar cuidado com aromatizadores de ambientes e tintas acrílico, por exemplo. “Para evitar essa intoxicação, escolha produtos à base de água e não de solventes ou ‘outros aditivos’, como muitas vezes é descrito na ficha técnica do produto”, diz. Uma dica é pendurar aspargo alfinete em casa, um tipo de planta que pode ser encontrado em qualquer loja de botânica e reduz a quantidade de COVs no ar de ambientes internos, segundo estudo da Universidade da Geórgia (EUA).

CORRA DOS SINTOMAS DA ALERGIA
Mais de 70% dos sintomas de alergias, como espirros, nariz congestionado, corrimento nasal e irritação na mucosa diminuíram depois que cientistas tailandeses colocaram pessoas com crises alérgicas para correr por meia hora. A teoria é queexercícios aeróbicos diminuem a inflamação nas cavidades nasais. Os cientistas acreditam que manter um ritmo de 65% a 70% da sua frequência cardíaca máxima é o indicado para ter tal benefício.

OS NÚMEROS DAS ALERGIAS 
– 85 pessoas morrem por dia no Brasil vítimas de alguma Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), como asma alérgica e bronquite;
– 70% dos casos atendidos em prontos-socorros, com a chegada do outono, estão relacionados a alergias respiratórias;
– 30% dos casos de alergias respiratórias de outuno são rinite e
– 5 a 20% da população sofre de asma alérgica. As crises aumentam com a baixa umidade no ar, que potencializa a concentração dos alérgenos.

Fontes: Estudo Multicêntrico Internacional de Asma e Alergia (Isaa); Secretaria Municipal de Saúde

Bebedouros públicos.

Ativista ambiental israelense Itay Tayass-Zamir dispensa garrafas plásticas e apresenta o bebedouro público do novo milênio, com design atraente e promessa de sustentabilidadeBebedouro

Daniela Kresch – Especial para O Globo – TEL AVIV – Há quatro anos, o advogado e ativista ambiental Itay Tayass-Zamir, decidiu fazer jogging nas ruas de Tel Aviv com seu filho de colo. Saiu empurrando o menino dentro do carrinho de bebê e após alguns quarteirões, descobriu que tinha esquecido de levar água para beber. Depois de buscar em vão por um bebedouro público, Itay concluiu que alguma coisa estava errada numa cidade onde, por conscientização ou por falta de vagas para estacionamento, milhares de pessoas andam de bicicleta ou a pé diariamente. – Não consegui encontrar um bebedouro público sequer no meu caminho – conta Itay, hoje com 36 anos. – Fiquei impressionado. Como me importo com o meio ambiente, comprar uma garrafinha plástica com água não era uma opção. Naquele momento, pensei que algo deveria ser feito. Deve haver alguma forma mais sustentável de beber água em locais públicos. A frustração do advogado acabou se traduzindo numa iniciativa urbana inovadora para suprir a população das cidades com água potável e gelada: a primeira máquina de venda de água desenhada especificamente para ambientes públicos urbanos, criada por sua empresa empresa Woosh Water Systems. Saem de cena as conhecidas fontes metálicas que causam nojo em muita gente e, em seu lugar, entra a versão moderna, com design atraente e, acima de tudo, com promessa de limpeza. O motivo: a boca dos usuários não chega perto do local de onde a água sai. Nada de lavar as mãos ou dar de beber a cachorros e gatos. – O objetivo é que as pessoas percam o medo de beber água nas ruas. E mais do que isso, que abandonem as garrafinhas d’água. Somos contra o uso de copos ou garrafas plásticas, que depois são jogadas nas ruas ou se juntam ao lixo urbano – explica Itay. – O mundo está afundando em garrafas plásticas. São 200 bilhões fabricadas anualmente. Só um percentual pequeno é reciclado. O modelo da Woosh requer a colaboração das prefeituras de cidades que querem se tornar sustentáveis. Cabe às autoridades locais instalar as estações de água e decidir como o serviço será oferecido a seus cidadãos. A água pode ser consumida gratuitamente ou não. O transeunte utiliza um cartão magnético ou chip distribuídos gratuitamente – e, caso tenha que pagar, um cartão de crédito. Também há a possibilidade de inscrição pela internet ou por um aplicativo de smartphone e o uso de códigos e senhas. O preço? Muito mais em conta do que comprar uma garrafa d’água em quiosques ou supermercados: cerca de 50 centavos de dólar por litro (algo em torno de R$ 1). Em Tel Aviv, por exemplo, uma garrafa de 300ml chega a custar o equivalente a R$ 6. Pagando ou não, o cidadão só precisará esperar alguns segundos até que sua garrafa seja desinfetada pela máquina e depois recheada de água potável e gelada. Parte da patente da Woosh é justamente o sistema rápido de desinfecção das garrafas com ozônio (O3) e a limpeza e refrigeração da água. Cada estação pode servir 4 mil litros de água por dia. A empresa explica que o sistema detecta e se acopla à tubulação de água da cidade para oferecer água limpa a quem estiver nas ruas. A primeira prefeitura a se entusiasmar foi a de Tel Aviv. Em junho, o primeiro projeto piloto saiu do papel: sete bebedouros modernos Woosh foram instalados pela cidade, que oferecem água de graça a quem se inscrever no site da empresa. O objetivo é chegar a 100 em poucos meses. Já há negociações também com escolas, clubes e universidades. Em abril, o sistema foi apresentado na sede das Nações Unidas, em Nova York. Depois do piloto em Tel Aviv, Itay tem muitos planos. Ele afirma ter começado negociações com diversas grandes cidades pelo mundo, em países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e até mesmo o Brasil. A primeira cidade que se mostrou interessada foi Belo Horizonte. Mas o empreendedor está de olho nos grandes eventos esportivos dos próximos anos. Espera que estações de água Woosh sejam espalhadas pela Vila Olímpica das Olimpíadas do Rio, em 2016. Por enquanto, o projeto piloto em Tel Aviv está sendo aplaudido pelos transeuntes, mas também enfrenta algumas críticas. Alguns cidadãos reclamam que essa inscrição no site para poder consumir a água do bebedor é complicada e viola a privacidade do consumidor. Isso porque o site requer telefone e outras informações pessoais. Outros reclamam que é impossível beber água se o transeunte não tiver uma garrafa -descartável ou não – com ele. E que a altura da máquina impossibilita seu uso por crianças ou cadeirantes. Por sua página no Facebook, os empreendedores prometeram levar as reclamações em conta e encontrar soluções criativas para que as maquininhas Woosh – e a água que sai delas – caiam no gosto do povo.

Exemplo de como conter enchentes.

Siemens – respostassustentáveis

Fonte: Prefeitura da Cidade do Rio de JaneiroFonte: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Os engenheiros japoneses levaram 17 anos pra terminar o projeto G-Cans, a maior infraestrutura subterrânea do mundo. Essa rede de túneis de 6 km ajuda na prevenção de uma velha conhecida brasileira: as enchentes.  Mais de 14 mil turbinas bombeiam 200 toneladas de água por segundo e minimizam os transbordamentos e enchentes. Os conhecidos “piscinões” servem para acumular grandes volumes de água da chuva, reduzindo os picos das vazões. A instalação canaliza os rios até um gigantesco tanque que ajuda o Japão a enfrentar as temporadas de chuva e até as de furacões.

Parece trabalho de formiguinha e é. Duas espécies da Amazônia brasileira criaram uma arquitetura para evitar inundações dos temporais. A solução foi uma rede de canais de drenagem que leva a água da chuva para os níveis inferiores do formigueiro. Esses reservatórios retêm a água apenas pra dar tempo de ela ser absorvida pelo solo.  As obras cariocas, inspiradas nestes insetos da Amazônia para o controle de enchentes, ainda estão em andamento.

A Prefeitura do Rio de Janeiro tinha prometido inaugurar o primeiro dos cinco “piscinões” da Grande Tijuca em dezembro do ano passado. Agora, a conclusão está prevista para o fim deste semestre. Esse reservatório é o menor dos cinco e tem capacidade pra captar 18 milhões de litros de água – ou oito piscinas olímpicas. Os tanques de amortecimento de cheias e as obras de desvios de dois rios da região até o momento custaram R$ 292 milhões, para os governos federal e municipal. A promessa é que tudo esteja pronto até o primeiro semestre de 2014. As obras vão ajudar a amenizar as históricas inundações que há um século causam transtornos na cidade. E vão mostrar que a Cigarra não é mais carioca.

Luxo é pagar conta de luz com lixo.

Siemens-respostassustentáveis

Qualquer medida sustentável é sempre boa para o planeta e beneficia direta ou indiretamente a todos os seres vivos, melhor ainda se for boa também para o seu bolso. No Ceará, a concessionária de energia do estado recebe material usado, como plástico,vidro, papel,  alumínio, e até óleo de cozinha, em troca de abonos progressivos na conta do consumidor final.

No Projeto, chamado de ECOELCE, o lixo que antes era 100% descartado diretamente in natura, causando grande impacto ambiental, sobretudo no entorno das comunidades de baixa renda, virou moeda de troca. Para isso, basta que o material seja previamente separado e entregue diretamente em um dos 59 pontos de coleta do estado. Lá, ele é pesado e há uma cotação diferente em reais para cada material. O bônus é creditado em uma espécie de cartão eletrônico e o consumidor ainda pode acompanhar a sua contribuição mensal pelo website da distribuidora.

Após quatro anos de projeto, há diversas famílias que não pagam a conta há meses consecutivos, desembolsando dinheiro.  Em locais onde não há ponto fixo de coleta, a própria comunidade se mobiliza, criando postos temporários em associações de moradores ou outras instituições comunitárias. A ação do projeto trouxe ainda solução para dois graves problemas que a distribuidora antes enfrentava: a alta taxa de inadimplência e o furto de energia, a partir das ligações clandestinas, popularmente consagrada como “gato”. O pioneirismo dessa iniciativa foi reconhecido em âmbito internacional. O Ecoelce foi eleito em 2008 um dos dez vencedores do World Business and Development Awards, entregue pela ONU às empresas que mais contribuíram para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Consumo colaborativo.

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Fonte: Rachel Botsman – What’s mine is yours / Divulgação

Nem só de gatos, fotos de comidas e frases feitas de autoria duvidosa vive a internet. A revolução da distribuição de conteúdo encontrou-se com a preocupação com o meio ambiente e a manutenção de hábitos sustentáveis e fez surgir na rede um novo tipo de relação comercial: o consumo colaborativo. Dividir já era um hábito bem-visto, desde os cristãos até os marxistas, e assim por diante, mas vem se tornando, também, lucrativo e transformando as relações humanas através da rede.

Não é de hoje que, nos EUA, os edifícios oferecem uma lavanderia coletiva aos seus moradores, permitindo que eles paguem uma quantia irrisória para lavar suas roupas em vez de terem que comprar uma máquina. Faz sentido, portanto, comprar uma furadeira para pendurar um quadro e depois abandoná-la por anos? Por que não alugar, emprestar ou até trocar, durante o período ocioso, sua furadeira por um produto que você precise e que esteja igualmente parado em poder de alguém que queira furar a parede? O mesmo vale para carros, quartos, liquidificadores e até livros.

O consumo colaborativo se baseia na ideia de que mais importante do que possuir um produto é ter acesso à experiência que ele propicia. Com isso, dezenas de sites, unindo antigas ideias de escambo com novos conceitos de compartilhamento virtual, incentivam a locação ou troca dos mais diversos serviços e produtos. Exemplos se multiplicam no mundo, como aluguel de quartos ou mesmo de apartamentos, compartilhamentos de automóveis, de conhecimentos específicos, videogames, guias de viagem e até troca entre produtos sem que se gaste um tostão.

Dessa forma, não só se funda um novo setor da economia – não são poucos os exemplos de investidores que tiram desse tipo de empreitada seu principal lucro – como também as grandes corporações obrigam-se a tornar-se mais humanas e acessíveis. O usuário economiza dinheiro, tempo e espaço, contribui com o meio ambiente e constrói relações mais próximas ao passar de consumidor passivo a colaborador ativo.