Prefira água da torneira!

Há polêmicas acerca do hábito de beber água diretamente da torneira. Enquanto certos estudos afirmam que o ato evita cáries, devido ao flúor existente no líquido, outros afirmam que a mesma substância pode ser altamente danosa à saúde. Para evitar problemas, existem diversos modelos de filtros, desde os antigos feitos com barro, até os mais recentes modelos elétricos.

Independentemente da sua escolha, o recomendável é deixar de lado a água engarrafada. Além das consequências em relação ao descarte inadequado e à fabricação (que emite CO2), o custo da água engarrafada é muito maior do que o de filtrar a água da torneira.

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As garrafas de água, na grande maioria das vezes, são feitas de um tipo específico de plástico derivado do petróleo chamado politereftalato de etileno, comumente conhecido como PET. De acordo com matéria publicada na revista National Geographic, os EUA, maior consumidor mundial de água mineral engarrafada, supre sua demanda anual com o equivalente a 29 bilhões de garrafas, para as quais a produção envolve cerca de 17 milhões de barris de petróleo na manufatura do PET. Uma quantidade considerável, sobretudo ao pensarmos que se trata de um produto praticamente descartável. Isso mesmo, uma quantidade enorme de energia envolvida para que utilizemos somente uma vez o produto. De certo importa as reciclabilidade do material, mas não devemos esquecer o investimento em energia e logística necessários à reciclagem e, sobretudo, que somente uma fração do produto acaba sendo reprocessado.

Enfrentando o problema

O IPEA aponta que, no Brasil, entre os anos de 1974 e 2003, houve um aumento no consumo de água mineral por famílias, de 5.694%. A ideia seria diminuir o consumo de água engarrafada ao mínimo necessário. De acordo com o Ministério da Saúde, a Anvisa e as empresas de saneamento estaduais afirmam que a água que sai da torneira das residências é própria para consumo imediato.

Mesmo assim, o mais indicado para o consumo de água em casa seria a combinação da filtragem e a não geração de mais lixo, assim como a precaução contra a possibilidade de exposição da saúde a riscos desnecessários (potencialmente associados ao consumo de água engarrafada em embalagens plásticas). Os filtros domésticos são boas opções. Alguns dos modelos utilizam energia elétrica, mas há outros que não requerem o consumo de eletricidade. Dos filtros não movidos a energia elétrica, uma boa alternativa é o Pure It, da Unilever, pois além da economia de energia, não exige conexão com a tubulação e possui, como se espera, tecnologia microbicida eficaz. A capacidade de filtragem do kit purificador declarada pelo fabricante é de 750 litros. Variações de preços podem ocorrer, mas ao considerarmos o custo do litro de água engarrafada à razão de 1 real o litro, o valor alcançado no consumo dos 750 litros será superior a três vezes o valor do aparelho.

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