Aprenda como fazer uma composteira doméstica com minhocas

Leia para mais detalhes, ou veja o vídeo ensinando como fazer a composteira de minhocas doméstica: Composteira doméstica

Considerando que produzimos 600 gramas de lixo orgânico por dia, é uma necessidade destinarmos de forma mais sustentável nossos resíduos para que estes não acabem parando em lixões e aterros, contaminando solos e lençóis freáticos, produzindo inclusive o gás metano. A compostagem evita esse tipo de emissão e ainda produz um recurso muito rico: o composto!

A vermicompostagem é um tipo de compostagem que faz uso de vermes, mais especificamente, as minhocas, e pode ser realizada em casas e apartamentos com uso da composteira doméstica. Com essa técnica, há a formação do vermicomposto, que é o produto obtido por meio da ação das minhocas em resíduos orgânicos. O vermicomposto é também conhecido como húmus de minhoca e é um ótimo adubo orgânico, muito rico em flora bacteriana. Basicamente, é a matéria orgânica “reciclada” – saiba mais sobre na matéria “Vermicompostagem: conheça as vantagens dessa técnica que reduz o lixo orgânico”. Aprenda como fazer compostagem com minhocas e diminua a sua quantidade de resíduos orgânicos.

A vermicompostagem, minhocário ou compostagem com minhocas pode ser feita seguindo os seguintes passos:

1.Construa o lar das minhocas;
2.Faça a cama das minhocas;
3.Adicione as minhocas;
4.Alimente seus novos bichinhos;
5.Realize a manutenção periódica;
6.Recolha e utilize o húmus

Além de ser mais estável, principalmente quanto ao pH, quanto à relação carbono/nitrogênio, e quanto às propriedades físicas, químicas e biológicas capazes de auxiliar no bom desempenho das culturas, o vermicomposto devolve à terra cinco vezes mais nitrogênio, duas vezes mais cálcio, duas vezes e meia mais magnésio, sete vezes mais fósforo e 11 vezes mais potássio. Por essas vantagens, criamos um guia com cinco passos para a criação de uma vermicomposteira caseira que você pode conferir abaixo. Para entender melhor você também pode ler a matéria “O que é compostagem? Entenda melhor os diversos benefícios”.

1. Construa o lar das minhocas

Descole um recipiente para ser o lar das minhocas. Ele servirá para deter os restos de comida, regular a umidade do sistema e bloquear a luz (que é prejudicial para as minhocas). Existem diversos modelos de recipientes que são vendidos no mercado, mas você também pode improvisar um.

O recipiente pode ser uma caixa de madeira que facilita a circulação de oxigênio e absorve a umidade. Lembre-se de utilizar madeira que não foi quimicamente tratada. Com isso seu19-04-2018 recipiente terá um maior tempo de vida, mas os químicos podem fazer mal às suas minhocas, além de infiltrar no seu composto. Se utilizar essas caixas deve haver uma forração de plástico.

As caixas de plástico empilháveis, ou baldes também podem ser usados, devendo ser opaco para bloquear a luz. É necessário que as caixas sejam perfeitamente empilháveis, encaixando facilmente umas nas outras, sendo as duas de cima as digestoras e a de baixo a coletora.

O ideal é empilhar três ou mais caixas, pois enquanto uma é alimentada com resíduos a outra vai realizando o processo de decomposição e assim alternadamente (caixas digestoras), a última será para coletar o biofertilizante (caixa coletora).

É necessário fazer de 50 a 100 furos (varia conforme tamanho da caixa) de quatro a seis milímetros de diâmetro. Utilizando uma furadeira, faça vários furos pequenos no fundo das suas caixa. E na tampa é preciso fazer uma fileira com furos de 1 milímetro (mm) a 1,5 mm, respeitando o espaço de dois centímetros (cm) entre eles (atenção para que os furos não sejam feitos sobre o encaixe da tampa!). É importante respeitar essas medidas porque são suficientemente largas para a evasão dos vapores e pequenas o bastante para que as minhocas não fujam. Assim você cria uma passagem para que as minhocas possam migrar e o líquido gerado (biofertilizante) possa ser drenado até a última caixa coletora.

Essa caixa coletora de biofertilizante pode conter uma torneira para saída do líquido ou este pode ser retirado manualmente. O biofertilizante rico em nutrientes, pode ser diluído à uma proporção de 1/5 até 1/10, e ser borrifado nas folhas de sua horta caseira ou nas plantas de sua casa.

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A caixa deve ter uma tampa (sem furos) para evitar que a luz entre e que seu composto fique ressecado. Coloque o recipiente em um local fresco e ventilado para que ele não superaqueça.

Na caixa coletora, fure a lateral a fim de instalar uma torneirinha tipo bebedouro (opcional). Também é muito útil colocar um pedaço de tijolo que sirva de escada caso as minhocas desçam até essa caixa de baixo, para que não se afoguem no chorume. É importante saber que as minhocas nunca descem de caixa, sempre sobem – se isso aconteceu é porque o ambiente de uma das caixas digestoras não está saudável, então é necessário verificar qual foi o erro.

As dimensões das caixas podem variar com o tamanho da família e do local disponível para armazenar as caixas. Para um local pequeno é mais comum que se use as de 15 litros, com dimensões de 43 cm X 35 cm X 43 cm, ideal para casas com até três pessoas, com capacidade de 0,5 litro orgânico por dia.

Para ampliação de sua capacidade, acrescente caixas extras.

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2. Faça a cama das minhocas

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Antes de inserir as minhocas em resíduos orgânicos. O vermicomposto é também conhecido como húmus de minhoca e é um ótimo adubo orgânico, muito rico em flora bacteriana. Basicamente, é a matéria orgânica “reciclada”

Adicione as minhocas e deixe descansando por aproximadamente uma ou duas semanas antes de iniciar a colocação dos restos de alimentos – isso para que as minhocas se acostumem com o meio.

3. Adicione as minhocas

Estes seres são capazes de realizar grandes tarefas nesse micro ecossistema, como a captar e trocar nitrogênio com o ar, imobilizar o fósforo, transformar substâncias complexas em simples que são liberadas ao ar, que podem ser de grande utilidade a outros seres vivos também presentes na composteira, melhorar a estrutura do solo, etc. Como a vida das minhocas é perfurar os solos para se locomover, no caminho elas vão descompactando e tornando-o mais arejado. Além disso, se alimentam de restos orgânicos e com isso, defecam o húmus, muito rico em nutrientes. Elas não gostam de sol e calor excessivos, portanto mantenha sua composteira à sombra e em local arejado.Também é importante manter a terra úmida, não encharcada.

Quanto maior for o recipiente, mais minhocas ele poderá suportar. É estimado para cada metro quadrado (m²) de área do recipiente uma quantidade de 450 gramas de minhocas ou cerca de 200 minhocas. A profundidade máxima deve ser de 60 cm, sendo que o ideal é aproximadamente 30 cm já que as minhocas preferem viver logo abaixo da superfície do solo. Para um família de duas pessoas, um recipiente com 0,35 m² e 30 cm de profundidade é o ideal.

Compre as minhocas para sua vermicomposteira. Não utilize as minhocas que você achar no seu jardim. Existem minhocas mais apropriadas para seu ecossistema que são vendidas em lojas de jardinagem, de produtos agrícolas ou na internet. A mais utilizada é a “minhoca californiana vermelha” (Eisenia hortensis), que possui cerca de dez centímetros de comprimento e corpo vermelho. Ela come mais da metade do seu peso todos os dias e se reproduz rapidamente. Por isso, 450 gramas de minhocas desse tipo é o ideal para começar.

Não se preocupe pois geralmente elas mesmas fazem o controle da população. Algumas pessoas podem ficar com nojo ou ter algum receio em ter tantas minhocas em casa, mas elas não saem das caixas, não exalam cheiro e muito menos transmitem doenças (veja mais na matéria “Entrevista: composteiras caseiras são higiênicas”).

4. Alimente seus novos bichinhos

As minhocas precisam de uma dieta rica em restos de alimentos para se manterem saudáveis e produzirem adubo. Guarde seus resíduos em um pote fechado até a hora de adicionar ao sistema de compostagem, isso evita que mosquinhas coloquem seus ovos nesses alimentos.

O tamanho ideal das partículas é de um a cinco centímetros, ou uma trituração parcial, pois as partículas muito grandes levam mais tempo para se decompor.

No início, alimente-as apenas um vez por semana com pequenas porções acumuladas em um canto. Quando elas começarem a se reproduzir, dê uma proporção de 25% de material orgânico por metro quadrado semanalmente. Sempre após acrescentar o material orgânico cubra os alimentos com serragem ou folhas secas, como dito anteriormente em uma proporção de 1:3 respectivamente.

As minhocas comem restos de vegetais e de frutas, vários tipos de grãos, folhas de chá, borra de café e cascas de ovos. Misture o material orgânico ao alimentar as minhocas, o que afastará moscas. Se puder, triture o material orgânico antes de introduzi-lo na caixa de compostagem, isso fará com que as minhocas o comam mais rápido ao digerir alimentos menores. Saiba mais informações na matéria “Alimentando as minhocas na compostagem?”.

Não alimente as minhocas com alimentos difíceis de digerir, como por exemplo:

-Alimentos cítricos (não devem compor mais que 1/5 da dieta);
-Carne;
-Gorduras ou restos de alimentos gordurosos;
-Laticínios;
-Fezes caninas ou felinas;
-Galhos, sejam eles grossos ou finos;

Não alimente demais suas minhocas. Se você der mais alimento do que elas conseguem digerir o recipiente irá começar a exalar mau cheiro devido à decomposição por meio dos micro-organismos, fazendo o sistema superaquecer, matando seus bichinhos.

5. Realize a manutenção periódica da composteira

O processo não acaba ao inserir os resíduos, sua composteira precisa de cuidados para resultar em minhocas saudáveis e um bom funcionamento do sistema. A aeração é um fator importantíssimo na vermicomposteira, deve-se mexer o material orgânico periodicamente. A primeira aeração deve ocorrer na fase termofílica, ou seja, quando o material orgânico estiver quente. Após aproximadamente 15 dias do começo da compostagem revire o material orgânico e depois repita o procedimento cerca de uma vez por semana.

Sem a presença de oxigênio há um atraso na decomposição dos resíduos e a produção de maus odores como gás sulfídrico e compostos com enxofre que atraem moscas. Caso isso ocorra revolva mais vezes a caixa com o material orgânico e pare de acrescentar resíduos até o sistema voltar ao normal.

Leva aproximadamente um mês para que a caixa superior fique cheia: quando isso acontecer, troque-a com a caixa intermediária, que deve ter tido um cuidado anterior – a colocação de dois dedos de terra misturada com serragem, fazendo a vez de cama para as minhocas.

Nessa segunda caixa, elas devem se sentir mais seguras, já que não há alterações de temperatura e nem de umidade. É um ambiente estável para a fuga das minhocas caso haja algum problema na caixa de cima. Deixe essa caixa descansando até que a caixa intermediária, que agora ocupou o lugar da superior, encha por completo, isto é, um mês para a caixa do topo encher e outro mês para a do meio ficar descansando e produzindo húmus.

A caixa coletora (próxima ao chão) deve ser esvaziada, ou ter seu líquido coletado pela torneirinha, semanalmente. Se este chorume não for drenado ocasionalmente os fluidos se acumulam, tornando o sistema anaeróbio (sem a presença de oxigênio), produzindo odores e toxinas que podem eventualmente exterminar as pobres minhocas.

A umidade também é um fator que deve ser observado constantemente, o material não pode estar nem encharcado nem seco, a umidade deve estar entra 55% e 60% e pode ser controlada com serragem. A minhocas necessitam de um ambiente de pH compreendido entre 5 e 8 – fora desse intervalo, pode haver diminuição da sua atividade. O metabolismo das minhocas fica baixo em temperaturas inferiores a 15°C; mais frio do que isso elas morrem; e em temperaturas altas, também.

A relação carbono nitrogênio deve ser equilibrada, por exemplo, estercos e restos de comida são ricos em nitrogênio e as folhas e serragens são ricas em carbono. Geralmente, ao se colocar uma quantidade de restos de alimentos, é colocada três vezes essa quantidade em serragem ou folhas secas.

Com o passar do tempo, a caixa digestora intermediária irá se encher de húmus, chegando bem próxima à caixa de cima. A partir de então, as minhocas passarão para o outro recipiente e você poderá repetir o processo, agora com a caixa superior. Quando isso ocorrer, espere o processamento completo do húmus e a migração total das minhocas para a caixa superior. Quando isso ocorrer, retire o húmus da caixa intermediária e a inverta de posição com a que estava na parte de cima. Utilize o húmus para fortificar suas plantas e repita o processo.

6. Recolha e utilize o húmus
O tempo necessário para a degradação da matéria orgânica na composteira depende de diversos fatores, que se deve ter uma atenção especial para obter os melhores resultados da compostagem. Geralmente com os fatores ótimos do meio da composteira, a compostagem acontece entre dois a três meses.

Quando pronto, o composto tem coloração escura, de cinza a preta. Teste em suas mãos a umidade deste composto, pegue uma amostra e molde-a com os dedos e esfregue-a contra palma da mão – se sua mão ficar limpa e o material se desfizer em pedaços, o composto está cru; se parte ficar na mão, deixando mancha como de café, o composto está semicurado; se sua mão ficar bem suja, o composto estará curado.

Algumas minhocas podem morrer, mas não tem problema, elas devem ter se multiplicado bastante até esse momento.

Abra a caixa na luz do dia e espere alguns minutos para que as minhocas desçam para outra caixa (elas não gostam de luminosidade). Retire o húmus superficial e espere mais alguns minutos para retirar outra camada.

Utilize esse adubo orgânico rico em nutrientes nas suas plantas ou horta caseira e veja a diferença no crescimento das plantas!

Agora é só repetir todo o processo novamente.

Fonte: Equipe eCycle

 

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OURO. Nova técnica para um garimpo menos nocivo.

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Por causa de suas propriedades, o ouro tem importantes funções na tecnologia: é muito utilizado nas áreas da computação, comunicação e engenharia, além de servir de matéria-prima para diversos produtos. Ele é também usado na eletrodeposição, em que as superfícies de conexões elétricas são cobertas com uma camada de ouro, assegurando uma conexão de baixa resistência elétrica e mais resistência à oxidação – esse processo também serve para aumentar a beleza e o valor de algumas peças. Nos satélites, é utilizado como cobertura protetora por ser um bom refletor de luz. Por formar amálgamas com o mercúrio, é algumas vezes empregado em restaurações dentárias. Na medicina, há o isótopo de ouro 198Au, que é usado para tratar alguns cânceres e outras enfermidades. Já o ácido cloroáurico é usado em revelação de fotografias.

Algumas formas de cianeto menos tóxicas se degradam rapidamente na luz do sol, mas outras formas podem persistir por alguns anos. Quando são descartadas no ambiente ou ocorre algum vazamento, as terras, rios e lagos ao redor podem ficar estéreis por tempo indeterminado. No caso de rios, suas águas correnteza abaixo ficam contaminadas e a vida que dele depende acaba morrendo devido à intoxicação. Pensando na sustentabilidade, as empresas de mineração passaram a transformar o cianeto em uma forma menos tóxica e mais sustentável antes de descartá-lo. Eles revestiram com um forro impermeável seus locais de descarte e fizeram o mesmo abaixo de suas operações de lixiviação. Com isso, essas empresas afirmam que se trata de um risco aceitável, mas ainda ocorrem muitos vazamentos que prejudicam os arredores das minas.

Os efeitos do cianeto no homem – Devido à alta toxicidade, o cianeto se torna um forte veneno para o homem. Seus sintomas estão diretamente relacionados à dose de cianeto, à via de exposição e ao tipo do composto. Os sintomas a uma exposição leve de cianeto são: dor de cabeça, agitação, náuseas, desmaios, vômitos, confusão e incontinência. Já em caso de exposição a concentrações mais elevadas, os sintomas são: hipertensão seguida de hipotensão (diminuição da pressão arterial), taquicardia seguida de bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), dispneia (dificuldades para respirar), descoordenação de movimentos, convulsões, cianose, coma e disfunção cardíaca ou respiratória, que pode ser fatal.

Além de ter sido utilizado em suicídios durante a segunda guerra mundial, também foi a base do gás Zyklon B (Ciclone B), usado nos campos de extermínio. Nos Estados Unidos, ele serviu como forma de aplicação da pena capital na câmara de gás, mas foi abolido por causar morte dolorosa e lenta.

Método proibido – Foi pensando no meio ambiente e nos animais que a Alemanha, República Checa, Hungria, Costa Rica, os estados de Montana e Wisconsin dos Estados Unidos e muitas regiões da Argentina baniram a mineração do ouro com essa técnica. Ainda assim, quase 90% de todo o ouro extraído em todo o mundo é feito pela cianetação.

Nova técnica

Cientistas da Universidade Northwestern, nos EUA, descobriram acidentalmente que o cianeto pode ser substituído por amido de milho. O processo envolve inúmeras e complexas reações químicas e oferece uma alternativa barata e ambientalmente amigável.

A descoberta surgiu enquanto eram realizadas pesquisas sobre a construção de estruturas para armazenar gases utilizando ouro e amido. A mistura dos dois acabou resultando em uma maneira inusitada de isolar o metal de qualquer outra substância. Agora, os pesquisadores esperam que essa nova técnica possa ser utilizada em grande escala, como uma maneira barata e não tóxica de extração de ouro.

info: e-cycle

Construir um sistema hidropônico

Hidroponia geralmente significa o cultivo de plantas em água sem o uso de solo. Quando este fenômeno era novidade, era um pouco mais complicado e acabava sendo “confinado” às pessoas experientes, que sabiam sobre jardinagem e tinham conhecimento técnico.

Mas agora, com o avanço no campo tecnológico o cenário mudou completamente e é possível que todos possam criar um sistema de hidroponia a partir do zero, isso também com poucas despesas. Não é necessário ser um técnico para construir este sistema. Se você for capaz de inserir um tubo em uma bomba de água e fixar em um reservatório, o sistema hidropônico poderá ser criado facilmente.

Cinco passos para construir um sistema hidropônico:

1. Arranjo

Esta é a parte essencial do procedimento e não é muito difícil ou complicado. Primeiramente é preciso decidir as espécies de plantas a serem cultivadas. O projeto será definido com base nesta escolha. O sistema deve ser executado de acordo com a exigência de cada espécie de planta.

Para as plantas que dependem de água abundante, sistemas hidropônicos de fluxo e refluxo são considerados melhores, enquanto para outros, o sofisticado sistema de gotejamento é recomendado. Uma vez decidido o que será cultivado, é recomendável que se faça uma pesquisa para verificar qual é o sistema mais adequado à sua escolha. Quando isso for resolvido, compre as plantas. Na internet podem ser encontrados alguns sites que oferecem planos de hidroponia gratuitos.

2. Elementos constitutivos

Estes podem ser encomendados online ou comprados em lojas especializadas. Eles formam uma parte importante do sistema. Diversos sites na internet oferecem listas de componentes, além de guia sobre como criar um sistema hidropônico a partir do zero.

Depois de saber quais componentes são necessários, é hora de comprá-los.  Escolha os componentes exatos que estão citados na lista. Nunca tente coisas similares. Uma simples mudança pode alterar o funcionamento do seu sistema. Lembre-se que os itens da lista são escolhidos por pessoas especializadas com base no melhor para o sistema.

3. Construção do sistema

Depois das compras, é hora de começar a construir o sistema. Tente construir um que possa durar bastante tempo.

Há certas coisas que você deve saber nesta fase. Procure pelas dimensões, equilíbrio e ângulos corretos. Comece colocando as peças maiores, como um recipiente de nutrientes em um lugar seguro, onde ele permanecerá em equilíbrio. Depois, anexe as bandejas de acordo com a exigência do seu sistema hidropônico. Certifique-se que esteja usando equipamentos de apoio, se sentir que o tabuleiro não está em equilíbrio e seguro para permanecer constante para o recipiente.

4. Não ignore os pequenos detalhes

Muitas vezes, um sistema perfeitamente hidropônico pode ser arruinado por ignorar pequenas coisas. Algumas delas podem passar despercebidas quando se está construindo um sistema. Portanto, é melhor e recomendável fazer uma verificação final e completa quando a fase de construção do seu sistema hidropônico acabar. É melhor examinar os acessórios como tubos soltos, bombas não funcionais, tubos de ar e sistema de drenagem sem limites pelo menos uma vez. No caso de suspensão do sistema que estão sendo usados??, verifique se estão bem e devidamente montados.

5. Diversos

Isto é tudo o que um sistema hidropônico pode oferecer a uma planta: oxigenação e nutrientes, mas um vegetal geralmente requer mais do que isso. É também exigida uma boa temperatura, umidade e luz solar para que a planta cresça bem.

Componentes extras, como umidificadores, luzes hidropônicas, sistemas de refrigeração e assim por diante, não são partes de um sistema hidropônico, como procedimento. A adição destes componentes ao sistema não só é muito necessária, mas benéfica também.  (Redação CicloVivo)

Reaproveitando óleo e lâmpadas

Com apenas um litro de óleo de cozinha descartado inadequadamente, pode ser contaminados milhares de litros d’água, causando um grande problema ambiental. Porém, poucos sabem o que fazer com esse material que não vai mais ser utilizado. Uma das soluções para evitar a poluição das águas é ir armazenar o óleo de cozinha usado em garrafas PET e depois entregá-la a locais especializados que vão dar as devidas destinações. Esse resíduo pode ser usado para a fabricação de biocombustível, produção de sabão ou fertilizantes, entre outras coisas.

Esse óleo de cozinha também pode ser usado como combustível para uma lamparina.

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Material

– Uma lâmpada queimada; Óleo de cozinha usado e filtrado; Sal ou areia (material granular); Uma tampinha metálica;

– Cola; Arruela; Fita crepe; Martelo; Chave de fenda; Alicate; Prego pequeno; Tesoura; Régua; Meia velha.

Método

1º passo: preparo da lâmpada. Tire o fundo de metal da lâmpada com auxílio do alicate, a seguir quebre o vidro preto, também do fundo, com a chave de fenda. É necessário ter cuidado com a força, para não quebrar a lâmpada. Observe que a lateral metálica irá permanecer intacta.  Depois de tirar ambas as partes, pegue a chave de fenda e quebre a parte que tem dentro da lâmpada. Depois de “limpa” e com um buraco no fundo do bulbo, a lâmpada está pronta para receber o sal, que deve ser usado somente em caso de escolha por uma lâmpada branca. O sal ou a areia, irá tirar a “tinta” presente na lâmpada. Para isso, coloque uma quantidade de sal grosso dentro do bulbo, tampe o fundo e agite até o vidro ficar transparente. Feito isso, o sal pode ser descartado.

2º passo: pegue uma folha de jornal, coloque sobre a mesa para não sujá-la com cola. Coloque em cima do jornal um pedaço de fita crepe que seja capaz de segurar a arruela e as laterais da lâmpada. Em seguida, posicione a arruela no centro desta tira de fita crepe e passe uma fina camada de cola no círculo interno da arruela. Cole a lâmpada na arruela e envolva-a com as abas da fita que sobraram para fixar. Espere secar por uma hora para que fique seguramente fixado e retire a fita. Este será o suporte da lamparina.

3º passo: pegue a tampinha e com a ajuda do martelo e do prego, faça um furo no meio da tampa. Corte uma tira da meia velha, com aproximadamente 1,5 cm de largura por 15 cm de comprimento.

4º passo: observe que a tampa não se encaixa perfeitamente na boca do bulbo. Portanto, para que fique fixo de forma segura envolva-o com fita crepe. O excesso de fita pode ser cortado com uma tesoura.

5º passo: pegue a tampinha metálica furada e com auxílio do prego, passe a tira de meia pelo buraco. Deixe para fora 1,5 cm de tecido. Rasgue um pedaço do jornal que estava sendo utilizado como proteção e faça um funil. Despeje o óleo dentro da lâmpada até a metade ou um pouco menos. Tire o funil e tampe a lâmpada, apertando bem. Assim, a lamparina estará pronta para uso, basta acender com um isqueiro ou fósforo.

O óleo geralmente é classificado como combustível não inflamável, ao contrário da gasolina ou do álcool, isso o torna muito mais seguro. Os detalhes da lamparina podem variar de acordo com a criatividade de cada um.

De: CicloVivo

Repelentes CASEIROS contra MOSQUITOS!

Uma alternativa é cultivar plantas que funcionam como repelentes naturais. Entre elas podemos citar a LAVANDA, a HORTELÃ, o MANJERICÃO e a CITRONELA. Outras alternativas são:

1. Velas de Citronela.

2. Casca de Limão ou Laranja: Um ótimo repelente eletrônico contra insetos é colocar 1 fatia retangular da casca de limão ou de laranja dentro do local reservado para colocar o refil dos repelentes eletrônicos que se coloca nas tomadas e trocar diariamente.

3. Repelentes Caseiros

>>>Repelente caseiro para bebês e crianças
Um ótimo repelente caseiro para bebês, a partir de 2 meses de vida, é o creme hidratante com gotas de complexo B.
1 embalagem 150 ml do hidratante Proderm
20 ml de complexo B em gotas
Modo de preparo: Num recipiente de vidro misture muito bem o conteúdo de cada uma destas embalagens e depois guarde-a novamente no frasco do Proderm.
Modo de uso:Aplique em todas as áreas do corpo expostas ao mosquito, diariamente, de 2 a 3 vezes por dia.
O complexo B possui um aroma que afasta os mosquitos, prevenindo suas picadas. Mas uma forma de complementar este tratamento caseiro é acender uma vela de citronela, que também é um excelente repelente natural.

>>>Repelente à base de cravo-da-índia !!
O cravo-da-índia contêm uma substância chamada eugenol, uma substância que possui propriedades inseticidas contra mosquitos e formigas:
•500 ml de álcool de cereais;
•10 g de cravo-da-índia;
•100 ml de óleo mineral ou de amêndoas dermatológico.
Modo de Preparo: Junte o álcool e o cravo-da-índia em um pote opaco, escuro, com tampa. Deixe-o fechado e sem contato com a luz por quatro dias. Depois desse período, mexa bem a mistura duas vezes por dia, uma vez de manhã e outra à noite. Por fim, coe e acrescente o óleo corporal, agitando ligeiramente. Coloque o repelente num recipiente spray, que pode ser comprado em farmácias homeopáticas e lojas de artesanato, e aplique na pele. Esse repelente atua por até quatro horas. Ao aplicar, evite o contato com os olhos e com machucados na pele e aplique somente três vezes ao dia. E lembre-se: de acordo com a Anvisa, não é recomendado que crianças com menos de dois anos façam uso de repelentes.

>>>Repelente à base de citronela !!
A citronela é uma potente aliada na proteção contra os pernilongos e outros insetos. O óleo essencial que é extraído dela e que é a base dessa receita possui 80 componentes repelentes, entre eles o citronelal, geraniol e o limoneno. Se você tiver um difusor de água, deixe-o em ambientes de até 16 m² e pingue três gotas de óleo essencial de citronela na água a cada cinco horas. Isso também ajudará a manter os pernilongos afastados. Uma outra opção é fazer velas caseiras de citronela e deixá-las acesas nos cômodos: além de ser uma alternativa ecologicamente correta, a sua casa estará protegida e com um aroma agradável, semelhante ao aroma do eucalipto.
•150 ml de óleo essencial de citronela;
•300 ml de óleo de amêndoas dermatológico.
Modo de Preparo: Reúna todos os ingredientes e misture bem. Por fim, lembre-se de armazenar a mistura em um recipiente escuro e evitar o contato dela com o sol. Você também pode usar outras quantidades, desde que sempre seja mantida a proporção de duas partes de óleo de amêndoas para uma parte de óleo de citronela. As recomendações de aplicação desse repelente são as mesmas do anterior.
Inf: Tua Saúde

Optar por selos verdes é prática sustentável.

Pouco percebidos nos rótulos, os selos verdes — ou certificações ambientais — trazem a consciência ambiental para os nossos carrinhos de compras. Eles nos orientam na escolha de produtos que respeitam a natureza e foram elaborados a partir de práticas sustentáveis. Quem consome um produto certificado pode, por exemplo, contribuir para que madeiras extraídas ilegalmente em reservas sejam menos competitivas e lucrativas.
Estimativas dão conta de que hoje existem mais de 30 selos no mercado. No mundo, esse número pula para mais de 400. Para confiar, é preciso pesquisar quais bandeiras se quer levantar. Aqui, 11 que são apoiadas pelo governo federal, ou organizações de defesa do consumidor. A maioria é reconhecida internacionalmente.

11 selos

O Reino Unido é apontado como um dos países em que a cultura do consumo consciente é mais forte. Lá, a presença de um selo da Rainforest Alliance (RA), que certifica produtos agrícolas sustentáveis, aumentou em 30% a venda de café em lojas do McDonald’s em 2009, segundo informa Eduardo Gonçalves, secretário-executivo adjunto do Imaflora, certificadora da instituição no país. Contatado pela RA no Brasil, o McDonald’s afirmou que ainda não é a hora de certificar seus produtos aqui, conta Gonçalves.

Alergias de inverno, acabe com as causas.

Alergias que vêm pelo ar

Men’s Health – 05/2013  *Colaborou Bruno Acioli 

Fezes de insetos, mofo, bactérias… Você não teria coragem de comer alimentos que tiveram contato com esse tipo de coisa e, se encontrasse algo assim em um restaurante, sairia sem pagar a conta. Mas o que você não sabe é que pode estar inalando contaminantes, toxinas, e mais um monte de outras, a cada respiração. “Os alérgenos presentes no ar frequentemente são invisíveis e os efeitos prejudiciais podem não ser drásticos no primeiro momento”, diz Anne Steinemann, engenheira civil e ambiental da Universidade de Washington (EUA). “Mas, com o tempo, e a exposição frequente, os danos se acumulam”, completa.

De fato, um número cada vez maior de pesquisas sugere que os alérgenos aerotransportados podem prejudicar sua memória, enfraquecer seu esperma e aumentar seu risco de ter doença cardíaca e câncer. E o que é pior: o sinal vermelho para avisar o perigo é o próprio quadro alérgico. Por isso, identificamos os maiores inimigos soltos pelo ar e traçamos estratégias para ajudá-lo a proteger-se de alergias respiratórias. Respire fundo!

ÁCAROS
Esses microscópicos aracnídios vivem em colchões, almofadas, carpetes… São transportados de um lado a outro pela poeira solta no ar e se alimentam de partículas de pele humana. Uma fungada carregada de ácaros pode causar espirros alergias, diz o médico alergista americano James Sublett. Mais: estudo realizado na Universidade de Cincinnati (EUA) mostrou que camundongos que inalaram regularmente esses ácaros e seus excrementos tinham as artérias do coração mais apertadas, o que pode aumentar o risco de falência cardíaca.

Acabe com a ameaça: para vencer esses agentes de uma vez por todas, você precisa lançar uma ofensiva generalizada. Estudo publicado na revista americana Environmental Health Perspectives revelou que usar capas de colchão à prova de ácaros, lavar as roupas de cama toda semana com água quente e limpar tapetes e estofados com o aspirador de pó e aparelhos de vapor seco reduziu a presença de ácaros e as reações alérgicas em até 95%. Mas ainda faltam 5%.

“Para acabar com as fezes e fragmentos de corpos deles que ficam no ar da sala e do quarto ligue um purificador de ar ou ventilador, deixe janelas e portas abertas, pelo menos uma hora por dia. Assim, o ar circula e dissipa os alérgenos presentes no ambiente”, sugere Andrea Sette, pneumologista e clínica geral do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

MOFO
Sabe aquela mancha verde na sua parede? É causada por um dos fungos mais comuns em ambientes fechados, o Aspergillus. Ele é capaz de soltar micotoxinas que podem penetrar nos seus pulmões. Resultado: você pode sofrer com inflamação nasal edificuldade na respiração. Isso porque inalar partículas de Aspergillus, segundo estudo realizado na Finlândia, pode levar a uma infecção de pulmões e ainda causar a morte. E para piorar, eles estão cada vez mais resistentes a medicamentos.

Dê cabo do mofo: mesmo o fungo morto pode causar crises fortes de alergia, advertem os peritos da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Então, você precisa eliminar qualquer resíduo fúngico. Se você localizar uma mancha de mofo, no seu quarto ou sala – é bom checar as áreas úmidas e escuras – pegue luvas, uma máscara e uma escova de cerdas duras. Misture 1 xícara de água sanitária em 4 litros de água e esfregue a área até que não haja mais mofo visível. Enxague com água limpa e deixe a área secar completamente.

Reforce suas defesas internas também: cientistas da Carolina do Sul recentemente estabeleceram ligação entre infecções nasais provocadas por mofo e insuficiência de vitamina D no organismo. Inclua atum fresco (150 g) e dois ovo de galinha em sua dieta, beba leite e tome, pelo menos, 15 minutos de sol, antes das 10h ou depois das 16h. Isso pode acalmar a reação inflamatória causada pelos esporos dos fungos.

POLUIÇÃO
O ar das grandes cidades está repleto de partículas nocivas ao organismo, como a fuligem que sai dos escapamentos de carros. Inalar isso constantemente pode causar problemas de memória e infertilidade. Também pode interferir nos sinais do sistema nervoso que controlam sua frequência cardíaca e pressão sanguínea, diz o epidemiologista Gregory Wellenius, doutor em ciência da Universidade Brown (EUA). Quer mais? Um estudo publicado em 2012 no periódico americano Archives of Internal Medicine descobriu que a exposição ao ar poluído pode elevar o risco de um acidente vascular cerebral (AVC).

Corra dos problemas: os exercícios aeróbicos regulares ajudam a evitar a inflamação induzida por essas partículas nocivas, segundo estudo publicado no periódico americano Medicine & Science in Sports & Exercise (EUA). Apenas reconsidere sua rota ao ar livre: evite correr em avenidas, estradas movimentadas ou áreas industriais. A poluição compromete o rendimento, de acordo com pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os pesquisadores constataram que poluentes do ar elevam a frequência cardíaca e aumentam a pressão arterial. Então, um parque com sombra e perto de água (lago, lagoa, rio ou mar) é o ideal. “As árvores e brisa próximas das margens ajudam a dispersar a poluição”, segundo Linsey Marr, professora associada de engenharia civil e ambiental na Universidade Estadual e Instituto Tecnológico da Virgínia (EUA).

MONÓXIDO DE CARBONO
Você não precisa estar preso no trânsito para inalar esse gás tóxico. Segundo cientistas britânicos, a cozinha é um dos locais mais comuns de exposição ao monóxido de carbono (CO). Toda vez que você acende o fogão a gás libera CO, que é inodoro e venenoso. Normalmente, a quantidade é mínima e se dissipa rapidamente. Mas se seu fogão apresenta algum mau funcionamento ou se a ventilação do cômodo é muito ruim, o gás nocivo permanece no ambiente e pode invadir seus pulmões. Dentro deles, o CO reage com os glóbulos vermelhos do sangue e desaloja o oxigênio que seria transportado aos outros órgãos e células.

Inspecione seu equipamento: verifique seu fogão. A chama das bocas está amarela em vez de azul? Existe fuligem em alguma delas? Se a resposta for “sim”, seu aparelho pode estar funcionando mal e deve ser examinado por um profissional ou o botijão de gás apresenta problemas. Procure a companhia que distribui o recipiente e peça uma solução.

COMPOSTO PLEFUORADO
Também conhecido como CPF, é uma substância química usada frequentemente em móveis, tapetes, tintas e utensílios, para repelir água e manchas. Segundo estudo publicado na revista americana Environmental Science & Technology, os CPFs podem ser inalados e permanecer em seu corpo durante anos. “Também podem alterar seu nível de testosterona e hormônios da tireoide”, diz Olga Naidenko, cientista do centro americano de pesquisas sobre meio ambiente Environmental Working Group. Isso pode, mais cedo ou mais tarde, levar a doenças da tireoide, redução da contagem deespermatozoides, alta no colesterol obesidade.

Não tenha medo de manchas: os órgãos reguladores estão trabalhando ao lado de diversas empresas internacionais para eliminar os CPFs de tudo, de mobília a embalagens de alimentos, até 2015. Até lá, evite comprar móveis, tapetes e roupas tratadas com substâncias químicas resistentes a manchas. Também dê preferência a panelas e utensílios para cozinhar de aço inoxidável, que não possuem CPFs, ao contrário de panelas antiaderentes, recomenda Naidenko. Como você também pode ingerir esses compostos, evite comer sempre em drive-thrus – aquelas embalagens muitas vezes contêm CPFs, que podem se infiltrar na sua comida.

COVs
Compostos Orgânicos Voláteis, como são chamados, entre eles o formaldeído, mais conhecido como formol, o benzenotolueno e o xileno, são classificados como tóxicos ou nocivos e foram ligados à baixa qualidade de espermaasma câncer, diz Anne. Inalados ou absorvidos pela pele, os COVs podem entrar na sua corrente sanguínea e acabar no seu cérebro. Por isso, a exposição repetida pode acabar resultando em dano do sistema nervoso central. Pesquisa publicada na revista americana Environmental Impact Assessment Review revelou que os aromatizadores de ar, produtos de lavanderia e produtos de limpeza da casa perfumados emitem uma média de 17 diferentes COVs.

Cuidado com produtos aromatizados: as fichas técnicas dos produtos podem indicar se possuem ou não COVs, porém os fabricantes não são obrigados a revelar tudo. De forma que Anne recomenda tomar cuidado com aromatizadores de ambientes e tintas acrílico, por exemplo. “Para evitar essa intoxicação, escolha produtos à base de água e não de solventes ou ‘outros aditivos’, como muitas vezes é descrito na ficha técnica do produto”, diz. Uma dica é pendurar aspargo alfinete em casa, um tipo de planta que pode ser encontrado em qualquer loja de botânica e reduz a quantidade de COVs no ar de ambientes internos, segundo estudo da Universidade da Geórgia (EUA).

CORRA DOS SINTOMAS DA ALERGIA
Mais de 70% dos sintomas de alergias, como espirros, nariz congestionado, corrimento nasal e irritação na mucosa diminuíram depois que cientistas tailandeses colocaram pessoas com crises alérgicas para correr por meia hora. A teoria é queexercícios aeróbicos diminuem a inflamação nas cavidades nasais. Os cientistas acreditam que manter um ritmo de 65% a 70% da sua frequência cardíaca máxima é o indicado para ter tal benefício.

OS NÚMEROS DAS ALERGIAS 
– 85 pessoas morrem por dia no Brasil vítimas de alguma Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), como asma alérgica e bronquite;
– 70% dos casos atendidos em prontos-socorros, com a chegada do outono, estão relacionados a alergias respiratórias;
– 30% dos casos de alergias respiratórias de outuno são rinite e
– 5 a 20% da população sofre de asma alérgica. As crises aumentam com a baixa umidade no ar, que potencializa a concentração dos alérgenos.

Fontes: Estudo Multicêntrico Internacional de Asma e Alergia (Isaa); Secretaria Municipal de Saúde

Bebedouros públicos.

Ativista ambiental israelense Itay Tayass-Zamir dispensa garrafas plásticas e apresenta o bebedouro público do novo milênio, com design atraente e promessa de sustentabilidadeBebedouro

Daniela Kresch – Especial para O Globo – TEL AVIV – Há quatro anos, o advogado e ativista ambiental Itay Tayass-Zamir, decidiu fazer jogging nas ruas de Tel Aviv com seu filho de colo. Saiu empurrando o menino dentro do carrinho de bebê e após alguns quarteirões, descobriu que tinha esquecido de levar água para beber. Depois de buscar em vão por um bebedouro público, Itay concluiu que alguma coisa estava errada numa cidade onde, por conscientização ou por falta de vagas para estacionamento, milhares de pessoas andam de bicicleta ou a pé diariamente. – Não consegui encontrar um bebedouro público sequer no meu caminho – conta Itay, hoje com 36 anos. – Fiquei impressionado. Como me importo com o meio ambiente, comprar uma garrafinha plástica com água não era uma opção. Naquele momento, pensei que algo deveria ser feito. Deve haver alguma forma mais sustentável de beber água em locais públicos. A frustração do advogado acabou se traduzindo numa iniciativa urbana inovadora para suprir a população das cidades com água potável e gelada: a primeira máquina de venda de água desenhada especificamente para ambientes públicos urbanos, criada por sua empresa empresa Woosh Water Systems. Saem de cena as conhecidas fontes metálicas que causam nojo em muita gente e, em seu lugar, entra a versão moderna, com design atraente e, acima de tudo, com promessa de limpeza. O motivo: a boca dos usuários não chega perto do local de onde a água sai. Nada de lavar as mãos ou dar de beber a cachorros e gatos. – O objetivo é que as pessoas percam o medo de beber água nas ruas. E mais do que isso, que abandonem as garrafinhas d’água. Somos contra o uso de copos ou garrafas plásticas, que depois são jogadas nas ruas ou se juntam ao lixo urbano – explica Itay. – O mundo está afundando em garrafas plásticas. São 200 bilhões fabricadas anualmente. Só um percentual pequeno é reciclado. O modelo da Woosh requer a colaboração das prefeituras de cidades que querem se tornar sustentáveis. Cabe às autoridades locais instalar as estações de água e decidir como o serviço será oferecido a seus cidadãos. A água pode ser consumida gratuitamente ou não. O transeunte utiliza um cartão magnético ou chip distribuídos gratuitamente – e, caso tenha que pagar, um cartão de crédito. Também há a possibilidade de inscrição pela internet ou por um aplicativo de smartphone e o uso de códigos e senhas. O preço? Muito mais em conta do que comprar uma garrafa d’água em quiosques ou supermercados: cerca de 50 centavos de dólar por litro (algo em torno de R$ 1). Em Tel Aviv, por exemplo, uma garrafa de 300ml chega a custar o equivalente a R$ 6. Pagando ou não, o cidadão só precisará esperar alguns segundos até que sua garrafa seja desinfetada pela máquina e depois recheada de água potável e gelada. Parte da patente da Woosh é justamente o sistema rápido de desinfecção das garrafas com ozônio (O3) e a limpeza e refrigeração da água. Cada estação pode servir 4 mil litros de água por dia. A empresa explica que o sistema detecta e se acopla à tubulação de água da cidade para oferecer água limpa a quem estiver nas ruas. A primeira prefeitura a se entusiasmar foi a de Tel Aviv. Em junho, o primeiro projeto piloto saiu do papel: sete bebedouros modernos Woosh foram instalados pela cidade, que oferecem água de graça a quem se inscrever no site da empresa. O objetivo é chegar a 100 em poucos meses. Já há negociações também com escolas, clubes e universidades. Em abril, o sistema foi apresentado na sede das Nações Unidas, em Nova York. Depois do piloto em Tel Aviv, Itay tem muitos planos. Ele afirma ter começado negociações com diversas grandes cidades pelo mundo, em países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e até mesmo o Brasil. A primeira cidade que se mostrou interessada foi Belo Horizonte. Mas o empreendedor está de olho nos grandes eventos esportivos dos próximos anos. Espera que estações de água Woosh sejam espalhadas pela Vila Olímpica das Olimpíadas do Rio, em 2016. Por enquanto, o projeto piloto em Tel Aviv está sendo aplaudido pelos transeuntes, mas também enfrenta algumas críticas. Alguns cidadãos reclamam que essa inscrição no site para poder consumir a água do bebedor é complicada e viola a privacidade do consumidor. Isso porque o site requer telefone e outras informações pessoais. Outros reclamam que é impossível beber água se o transeunte não tiver uma garrafa -descartável ou não – com ele. E que a altura da máquina impossibilita seu uso por crianças ou cadeirantes. Por sua página no Facebook, os empreendedores prometeram levar as reclamações em conta e encontrar soluções criativas para que as maquininhas Woosh – e a água que sai delas – caiam no gosto do povo.

Exemplo de como conter enchentes.

Siemens – respostassustentáveis

Fonte: Prefeitura da Cidade do Rio de JaneiroFonte: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Os engenheiros japoneses levaram 17 anos pra terminar o projeto G-Cans, a maior infraestrutura subterrânea do mundo. Essa rede de túneis de 6 km ajuda na prevenção de uma velha conhecida brasileira: as enchentes.  Mais de 14 mil turbinas bombeiam 200 toneladas de água por segundo e minimizam os transbordamentos e enchentes. Os conhecidos “piscinões” servem para acumular grandes volumes de água da chuva, reduzindo os picos das vazões. A instalação canaliza os rios até um gigantesco tanque que ajuda o Japão a enfrentar as temporadas de chuva e até as de furacões.

Parece trabalho de formiguinha e é. Duas espécies da Amazônia brasileira criaram uma arquitetura para evitar inundações dos temporais. A solução foi uma rede de canais de drenagem que leva a água da chuva para os níveis inferiores do formigueiro. Esses reservatórios retêm a água apenas pra dar tempo de ela ser absorvida pelo solo.  As obras cariocas, inspiradas nestes insetos da Amazônia para o controle de enchentes, ainda estão em andamento.

A Prefeitura do Rio de Janeiro tinha prometido inaugurar o primeiro dos cinco “piscinões” da Grande Tijuca em dezembro do ano passado. Agora, a conclusão está prevista para o fim deste semestre. Esse reservatório é o menor dos cinco e tem capacidade pra captar 18 milhões de litros de água – ou oito piscinas olímpicas. Os tanques de amortecimento de cheias e as obras de desvios de dois rios da região até o momento custaram R$ 292 milhões, para os governos federal e municipal. A promessa é que tudo esteja pronto até o primeiro semestre de 2014. As obras vão ajudar a amenizar as históricas inundações que há um século causam transtornos na cidade. E vão mostrar que a Cigarra não é mais carioca.

Luxo é pagar conta de luz com lixo.

Siemens-respostassustentáveis

Qualquer medida sustentável é sempre boa para o planeta e beneficia direta ou indiretamente a todos os seres vivos, melhor ainda se for boa também para o seu bolso. No Ceará, a concessionária de energia do estado recebe material usado, como plástico,vidro, papel,  alumínio, e até óleo de cozinha, em troca de abonos progressivos na conta do consumidor final.

No Projeto, chamado de ECOELCE, o lixo que antes era 100% descartado diretamente in natura, causando grande impacto ambiental, sobretudo no entorno das comunidades de baixa renda, virou moeda de troca. Para isso, basta que o material seja previamente separado e entregue diretamente em um dos 59 pontos de coleta do estado. Lá, ele é pesado e há uma cotação diferente em reais para cada material. O bônus é creditado em uma espécie de cartão eletrônico e o consumidor ainda pode acompanhar a sua contribuição mensal pelo website da distribuidora.

Após quatro anos de projeto, há diversas famílias que não pagam a conta há meses consecutivos, desembolsando dinheiro.  Em locais onde não há ponto fixo de coleta, a própria comunidade se mobiliza, criando postos temporários em associações de moradores ou outras instituições comunitárias. A ação do projeto trouxe ainda solução para dois graves problemas que a distribuidora antes enfrentava: a alta taxa de inadimplência e o furto de energia, a partir das ligações clandestinas, popularmente consagrada como “gato”. O pioneirismo dessa iniciativa foi reconhecido em âmbito internacional. O Ecoelce foi eleito em 2008 um dos dez vencedores do World Business and Development Awards, entregue pela ONU às empresas que mais contribuíram para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.